
Trump na Casa Branca
Kent Nishimura/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que assinará uma ordem executiva para acabar com o voto por correio e máquinas de votação “altamente imprecisas”. A medida será válida já para a eleição de meio de mandato, em 2026. O anúncio foi feito via publicação na Truth Social, nesta segunda-feira (18).
“Vou liderar um movimento para nos livrarmos das cédulas de votação por correio e também, já que estamos falando nisso, das máquinas de votação altamente "imprecisas", muito caras e seriamente controversas, que custam dez vezes mais do que o preciso e sofisticado papel com marca d'água, que é mais rápido e não deixa NENHUMA DÚVIDA, no final das contas, sobre quem GANHOU e quem PERDEU a eleição”, escreveu Trump.
Sem apresentar provas, Trump fala em “massiva fraude eleitoral” relacionada ao correio, além de “trapaça” dos democratas por meio desse sistema de votação.
Para estimular que os eleitores votem e evitar filas e tumultos, alguns estados americanos permitem o processo antecipado. Com isso, o cidadão pode enviar os votos pelo correio, inclusive quem estiver no exterior. Na última eleição presidencial, que declarou vitória de Trump, cerca de 50 milhões de pessoas votaram assim.
“As eleições nunca podem ser honestas com cédulas/votação por correio, e todos, em particular os democratas, sabem disso. Eu e o Partido Republicano lutaremos como o inferno para trazer a honestidade e a integridade de volta às nossas eleições”, continuou Trump.
Quanto ao voto eletrônico, poucos estados usam esse sistema em sua totalidade. A maioria adere à cédula de papel ou processo misto. Diferente do Brasil, onde há a Justiça Eleitoral para organizar e padronizar o pleito, nos Estados Unidos, cada estado possui legislação eleitoral própria.
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