
Trump ameaça Irã e afirma que pode tomar todo o país em uma única noite
Reprodução: EFE/EPA/Yuri Gripas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques aéreos conduzido por militares americanos contra alvos iranianos neste sábado (27). Trump alertou ainda que pode chegar um ponto em que os EUA não poderão mais ser "razoáveis" com os iranianos e serã forçados a "completar o trabalho" militarmente. "Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã não vai mais existir", advertiu.
Em publicação na Truth Social, o republicano informou que aeronave dos EUA atingiu locais de armazenamento de mísseis e drones do Irã, além de radares costeiros. Segundo ele, a ofensiva foi uma resposta à "violação" do acordo de cessar-fogo pelo país persa.
"Aeronaves dos Estados Unidos acabaram de atacar locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, e locais de radar costeiro, por violarem o Acordo de Cessar-Fogo, DE NOVO! É muito possível que eles nunca aprendam! Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis, e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com muito sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir!", disse Trump.
As tensões na região voltaram a ganhar força na última quinta-feira, quando o Irã atacou uma embarcação com bandeira de Cingapura no Estreito de Ormuz.
Ataque
Os Estados Unidos atacaram, neste sábado (27), a infraestrutura de vigilância militar, sistemas de comunicação, defesas aéreas e depósitos de drones do Irã. De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a ação foi uma retaliação ao ataque iraniano contra o navio petroleiro M/V Ever Lovely.
Ainda de acordo com o CENTCOM, o navio, de bandeira panamenha, estava navegando próximo ao Estreito de Ormuz com mais de dois milhões de barris de petróleo bruto quando foi atingido.
Em comunicado oficial, o CENTCOM afirmou que "o Irã teve a oportunidade de honrar o acordo de cessar-fogo, mas optou por não fazê-lo ao lançar um drone contra a embarcação comercial". O órgão garantiu ainda que o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz continua normalizado e que as forças americanas "permanecem vigilantes, letais e prontas para agir".
Com Estadão Conteúdo.
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