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Trump deixa dúvida sobre ofensiva contra Irã: 'Querem negociar, mas agora é muito tarde'

Presidente dos Estados Unidos reforçou que país deve aceitar a rendição e parar ataques contra Israel

Da redação
DA REDAÇÃO

18/06/2025 • 14:44 • Atualizado em 18/06/2025 • 14:44

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

REUTERS/Leah Millis

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, deixou dúvidas sobre uma possível ofensiva americana contra Irã, em meio à escalada do conflito com Israel. Para repórteres nesta quarta-feira (18), o líder norte-americano citou que é tarde para negociar.

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"Eu posso fazer [uma ofensiva], eu posso não fazer. Ninguém sabe o que eu farei. O Irã está encrencado. Eles querem negociar. Mas agora é muito tarde. Eu falei: por que não quiseram isso há duas semanas?", afirmou.

Trump reforçou que o Irã deve aceitar a rendição incondicional, sugerida por ele na terça-feira (17) e fez críticas ao país. "Eles têm má intenção. Há quatro anos, querem morte dos EUA, de Israel", disse, alertando que próxima semana será "muito grande".

"Estamos sendo ameaçados pelo Irã há muitos anos. Eu sempre falei que eles não podem ter arma nuclear. E agora, eu repito isso mais forte do que nunca", concluiu Trump.

Mais cedo, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou em pronunciamento que não irá se render. A declaração é uma resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu na terça-feira (17) para que o país se "rendesse incondicionalmente".

"Deixe os americanos saberem que a nação iraniana não é de se render, e qualquer intervenção militar de sua parte resultará, sem dúvida, em danos irreparáveis", disse Khamenei.

Além disso, o líder afirmou que "aqueles que conhecem bem a história do Irã sabem que os iranianos não respondem bem à linguagem das ameaças". Ele afirmou que o Irã não aceitará paz ou guerra imposta.

Na terça (17), o presidente Donald Trump chegou a afirmar que os EUA não vão assassinar Khamenei "por enquanto". "Ele é um alvo fácil, mas está seguro lá - não vamos eliminá-lo (matar!), pelo menos não por enquanto", escreveu na rede Truth Social.

Morte de líderes iranianos

As Forças de Defesa de Israel anunciaram nesta terça-feira (17) que mataram o principal comandante militar do Irã, Ali Shadmani, em um bombardeio.

Ele era considerado a figura mais próxima do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Ali Shadmani, o mais alto oficial militar do Irã e conselheiro militar mais próximo de Khamenei, foi morto em um ataque aéreo da Força Aérea Israelense (IAF) no centro de Teerã, após informações de inteligência.

No último sábado (14), Ali Shamkhani, o principal conselheiro de Khamenei, morreu por ferimentos sofridos em um ataque israelense, informou a TV iraquiana Al Sharqiya, em publicação no X.

Há cerca de um mês, ele foi o responsável por dizer que o Irã estava pronto para assinar um acordo nuclear com os EUA em troca da retirada de sanções econômicas.