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Trump e Xi Jinping discutem IA, tarifas e Irã em cúpula na China

Nos bastidores, sabe-se que a Casa Branca tem pedido a Pequim que pressione Teerã a aceitar as condições propostas pelos americanos

Da redação
DA REDAÇÃO

13/05/2026 • 08:44 • Atualizado em 13/05/2026 • 08:44

Sonia Blota
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O presidente americano, Donald Trump, já embarcou em sua missão oficial para a China. Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, são hoje os dois líderes mais poderosos do mundo e a reunião de cúpula promete ser um dos encontros mais importantes dos últimos anos. Na sua comitiva, Trump leva os principais representantes das maiores empresas americanas, como Apple, Boeing, Exxon e Nvidia. O CEO da Tesla e da SpaceX, o bilionário Elon Musk, não poderia faltar.

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Pouco antes da decolagem, o presidente americano foi questionado sobre o Irã e disse aos jornalistas que este assunto não é prioridade na sua visita à China, e que os Estados Unidos vão derrotar o Irã de uma forma ou de outra. Nos bastidores, sabe-se que a Casa Branca tem pedido a Pequim que pressione Teerã a aceitar as condições propostas pelos americanos com relação ao programa nuclear iraniano e também ao controle do Estreito de Ormuz.

A China tem interesse na estabilidade da região, e cerca de 40% suas importações de petróleo vêm do Estreito de Ormuz. O Irã é um grande exportador de petróleo para a China: pelo menos 80% de seu petróleo é consumido por Pequim. Na mesma tendência mundial, os chineses temem o efeito inflacionário destes ataques americanos e israelenses no Oriente Médio. Por outro lado, no geopolítico, o governo chinês vê nesta situação o enfraquecimento americano.

No início de seu mandato, Trump escalou a guerra tarifária e chegou a impor taxas de mais de 100 por cento à China, que respondeu reduzindo a compra de produtos agrícolas americanos e também as terras raras, mercado dominado pelos chineses e de vital importância para a economia do futuro.

Depois dessa briga comercial, as tensões baixaram, mas o equilíbrio ainda é muito frágil. Washington quer que a China aumente a importação de produtos agrícolas americanos e que abra seu mercado para empresas do país. Além disso, a Casa Branca investiga Pequim a respeito de práticas comerciais ilegais. A balança comercial entre os países é bem desequilibrada, sendo favorável para os chineses em torno de 300 bilhões de dólares.

A chamada nova guerra fria da IA é uma outra negociação complicada. China e Estados Unidos disputam a liderança neste mercado que vai dominar a economia do futuro. Tanto Pequim quanto Washington vêm proibindo compras de empresas deste setor do país rival. Os Estados Unidos também proíbem a venda de chips de última geração para a China, acusando Pequim de “roubar” a tecnologia. Porém, a China tem na manga uma riqueza que são as terras raras, fundamentais na fabricação destes produtos. Os americanos, assim como o resto do mundo, dependem da China para estes minerais.

E por falar em chips de última geração, Taiwan — um dos maiores produtores do mundo — vai ser assunto entre Trump e Xi. A China não abre mão da anexação da ilha, afirmando ser território chinês, e quer que os Estados Unidos parem com a exportação de armas para Taipei e sejam mais flexíveis para que o problema seja resolvido de forma pacífica.

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