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Trump: EUA ‘terminarão trabalho’ no Irã se Teerã não fechar acordo nuclear

Em entrevista à Fox News, Trump disse que Teerã ‘essencialmente concordou’ em não desenvolver armas nucleares, mas ressaltou que o compromisso ainda precisa ser formalizado

ESTADÃO CONTEÚDO

28/07/2026 • 12:03 • Atualizado em 28/07/2026 • 12:03

Donald Trump na cúpula da Otan em Ancara, na Turquia

Donald Trump na cúpula da Otan em Ancara, na Turquia

REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que este é "um bom momento" para o Irã fechar um acordo nuclear com Washington e voltou a ameaçar uma ação militar caso as negociações fracassem.

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Em entrevista à Fox News, Trump disse que Teerã "essencialmente concordou" em não desenvolver armas nucleares, mas ressaltou que o compromisso ainda precisa ser formalizado.

"Se não tivermos um acordo com o Irã, voltaremos e terminaremos o trabalho", declarou. O presidente acrescentou que, se Teerã rejeitar um entendimento, "em duas horas as principais pontes do Irã serão destruídas", embora tenha afirmado que preferiria evitar ataques contra pontes e usinas de energia.

Trump também voltou a dizer que o Irã "entende que nunca terá uma arma nuclear" e afirmou que Washington chegou a ter um princípio de acordo com o país, mas "não pode mais permitir que eles quebrem acordos". Segundo ele, os EUA poderão tomar a montanha Pickaxe caso as negociações fracassem. "Sei exatamente o que está acontecendo lá. Não é um grande problema", disse, referindo-se ao local.

O presidente afirmou ainda que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, "quer continuar envolvido" nos assuntos relacionados ao Irã e sugeriu que, se ele não fosse presidente dos EUA, "Israel não existiria hoje", insinuando que o país teria sido alvo de um ataque nuclear iraniano. Os dois líderes terão uma reunião bilateral na Casa Branca ainda nesta terça, às 12h (de Brasília).

Sobre o Estreito de Ormuz, Trump declarou que "nós controlamos o estreito, não o Irã" e acrescentou que "passam por Ormuz apenas os navios que queremos que passem".

Trump também defendeu sua política comercial, afirmando que as novas tarifas "não prejudicarão a economia" e que elas "salvaram a General Motors". Além disso, disse que não faz questão de renovar o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA, na sigla em inglês), argumentando que o tratado é mais importante para os parceiros do que para os EUA.