
Venezuela acusa EUA de sequestrar navio e tripulação com petróleo
REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
O governo da República Bolivariana da Venezuela emitiu um comunicado oficial neste sábado (20), denunciando o que classificou como um ato de "pirataria internacional" cometido por forças militares dos Estados Unidos em águas internacionais.
O governo venezuelano também alertou para o "desaparecimento forçado" da tripulação da embarcação, atribuindo a autoria direta da operação a efetivos militares norte-americanos.
Violações de Tratados Internacionais
No comunicado, Caracas afirma que a ação representa uma flagrante comissão de crimes previstos em diversos tratados globais. Entre eles, o governo cita:
- Artigo 3 da Convenção para a Repressão de Atos Ilícitos contra a Segurança da Navegação Marítima (1988);
- Artigo 2 da Carta das Nações Unidas;
- Convenção de Genebra sobre o Alto Mar.
Para as autoridades venezuelanas, o episódio não é um fato isolado, mas parte de um "modelo colonialista" que os Estados Unidos tentam impor à região. "Este tipo de prática fracassará e será derrotado pelo povo venezuelano", diz um trecho do documento.
Reações e Próximos Passos
O governo de Nicolás Maduro reafirmou que o país seguirá com seu plano de crescimento econômico e desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos de maneira independente.
O comunicado encerra com uma promessa de retaliação diplomática e jurídica: a Venezuela pretende levar o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e a outros organismos multilaterais. "Estes atos não ficarão impunes e os responsáveis responderão perante a justiça e a história por seu proceder criminal", conclui o texto oficial datado da capital Caracas.

