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Venezuela acusa EUA de sequestrar navio e tripulação com petróleo

O governo venezuelano também alertou para o "desaparecimento forçado" da tripulação da embarcação, atribuindo a autoria direta da operação a efetivos militares norte-americanos

Da redação
DA REDAÇÃO

20/12/2025 • 21:25 • Atualizado em 20/12/2025 • 21:25

Venezuela acusa EUA de sequestrar navio e tripulação com petróleo

Venezuela acusa EUA de sequestrar navio e tripulação com petróleo

REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

O governo da República Bolivariana da Venezuela emitiu um comunicado oficial neste sábado (20), denunciando o que classificou como um ato de "pirataria internacional" cometido por forças militares dos Estados Unidos em águas internacionais.

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De acordo com a denúncia publicada pela vice-presidente Delcy Rodríguez, um navio privado que transportava petróleo venezuelano teria sido alvo de "roubo e sequestro".

O governo venezuelano também alertou para o "desaparecimento forçado" da tripulação da embarcação, atribuindo a autoria direta da operação a efetivos militares norte-americanos.

Violações de Tratados Internacionais

No comunicado, Caracas afirma que a ação representa uma flagrante comissão de crimes previstos em diversos tratados globais. Entre eles, o governo cita:

  • Artigo 3 da Convenção para a Repressão de Atos Ilícitos contra a Segurança da Navegação Marítima (1988);
  • Artigo 2 da Carta das Nações Unidas;
  • Convenção de Genebra sobre o Alto Mar.

Para as autoridades venezuelanas, o episódio não é um fato isolado, mas parte de um "modelo colonialista" que os Estados Unidos tentam impor à região. "Este tipo de prática fracassará e será derrotado pelo povo venezuelano", diz um trecho do documento.

Reações e Próximos Passos

O governo de Nicolás Maduro reafirmou que o país seguirá com seu plano de crescimento econômico e desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos de maneira independente.

O comunicado encerra com uma promessa de retaliação diplomática e jurídica: a Venezuela pretende levar o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e a outros organismos multilaterais. "Estes atos não ficarão impunes e os responsáveis responderão perante a justiça e a história por seu proceder criminal", conclui o texto oficial datado da capital Caracas.

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