Zema promete "fatiar" Petrobras e BB por áreas para viabilizar privatizar
Candidato do Novo à Presidência quer ampliar concorrência com venda de estatais e manter Caixa fora do plano

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a defender nesta terça-feira (25) a privatização de grandes empresas estatais e afirmou que pretende dividir companhias como Petrobras e Banco do Brasil "por áreas" para viabilizar o processo.
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Plano de dividir Petrobras e Banco do Brasil
Em entrevista, Zema declarou: "Eu não vou vender o Banco do Brasil como ele está. Eu quero que o Banco do Brasil se transforme em três, quatro, cinco, para poder aumentar a concorrência", reforçando que a medida teria foco em ampliar a competição no sistema financeiro.
Segundo o ex-governador de Minas, a mesma lógica se aplicaria à Petrobras, com "cada refinaria e cada região" sob comando de um operador diferente, com objetivo de ampliar a disputa no mercado de combustíveis.
Zema argumenta que a fragmentação das estatais aumentaria a competição entre empresas e, na visão dele, poderia reduzir custos e melhorar serviços oferecidos à população.
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BNDES na lista; Caixa fica de fora
Na entrevista, o candidato incluiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na lista de eventuais privatizações, mas deixou claro que a Caixa Econômica Federal não entraria nesse plano.
"A Caixa tem papel social, e não seria privatizada", disse Zema, ao diferenciar o banco público dos demais ativos que pretende levar à iniciativa privada.
Os recursos, de acordo com o ex-governador de Minas, seriam usados para melhorar a vida do brasileiro, por meio de investimentos em serviços públicos.
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Zema citou aportes de fundos de pensão de estatais no Banco Master como exemplo dos problemas que, segundo ele, atingem essas instituições. "O setor público é capturado por esses escândalos", declarou, ao defender a desestatização como forma de reduzir a influência política sobre empresas.
Cemig e investigações sobre Banco Master
Questionado sobre acusações de envolvimento da Cemig, companhia de energia controlada pelo governo de Minas Gerais, nas investigações relacionadas ao Banco Master, Zema negou irregularidades ligadas à empresa durante sua gestão.
"Pedi para o atual governador que investigue a fundo. E que a Receita apure e puna a sonegação. Sou totalmente favorável. Não quero que ninguém fique protegido", afirmou o candidato, ao dizer que defende a atuação dos órgãos de controle mesmo sobre empresas públicas.
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Para Zema, a abertura do mercado e a redução do papel do Estado na economia são condições necessárias para que o país cresça de forma sustentável, ainda que propostas de privatização de grandes estatais encontrem resistência em diversos segmentos políticos e sociais.
Com informações do Estadão Conteúdo.
