Gatos resgatados ganham cargos de "chefia" e mudam clima de empresa
Quem chega ao escritório da ColmeIA, empresa especializada em automação e soluções conversacionais, encontra uma equipe reforçada por três novos colaboradores

IA
Quem chega ao escritório da ColmeIA, empresa especializada em automação e soluções conversacionais, encontra uma equipe reforçada por três novos colaboradores incomuns. Mel, Abel e Poli deixaram para trás o abandono e ganharam crachá, rotina de trabalho e até cargos simbólicos de diretoria na sede da companhia.
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O trio foi acolhido pelo Instituto Lucy, organização não governamental dedicada à proteção e reabilitação de felinos. Após passarem por cuidados veterinários e adaptação, os três foram adotados pela empresa para fazer parte do dia a dia da equipe — com direito a títulos bem-humorados: Mel assumiu como Chief Cat Officer (CCO), Abel virou Diretor de Ronronagem Estratégica e Poli responde como VP de Cochilos e Decisões Importantes.
Embora os cargos sejam uma brincadeira interna, a presença dos animais não é meramente decorativa. A iniciativa reflete uma tendência crescente no meio corporativo: transformar ambientes de alta demanda e uso constante de telas em espaços de convivência integrados com animais de estimação.
Bem-estar comprovado na rotina de trabalho
A convivência diária com pets nos locais de trabalho tem respaldo em dados acadêmicos e de mercado. Um estudo conduzido pela pesquisadora Ana Junça Silva e divulgado no International Journal of Workplace Health Management avaliou 1.220 profissionais e apontou correlação direta entre iniciativas pet friendly, níveis de engajamento e sensação de bem-estar.
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Levantamentos do setor, como pesquisas realizadas pela GoldeN em parceria com o Opinion Box, indicam ainda que a convivência com animais de estimação estimula pausas ativas, diminui a tensão e favorece a socialização espontânea entre colegas ao longo da jornada de trabalho.
Na visão da liderança da empresa, o ganho no clima organizacional é evidente. O CEO da ColmeIA, José Caodaglio, relata que a decisão foi guiada pela convicção nos benefícios práticos para o ambiente. "Acredito que não tenha nenhum estudo científico nisso, mas a única coisa que vejo é que as pessoas se sentem bem, e eu fiz mais por convicção. Os feedbacks são bons e o escritório ficou mais alegre e diferente também. Gatos têm esse poder de fazer a gente prestar atenção neles, e eles são imprevisíveis, então acho que isso gera bastante conversa entre a gente e situações que, de outra maneira, não iriam acontecer, além de ter também um componente de aliviar estresse. Até os clientes que vêm aqui gostam: às vezes saem de uma sala, pegam um gato e trazem para o ambiente de reunião."
Mais do que o impacto no humor das equipes ou na redução do estresse diário, a ação reforça a relevância da adoção responsável ao transformar o espaço corporativo em uma alternativa viável de acolhimento e moradia definitiva.
