Assembleia da ONU e Mamdani: como deve ser agenda de Lula em NY
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em Nova York para participar, na terça-feira (22), da abertura da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em Nova York para participar, na terça-feira (22), da abertura da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. O chefe de Estado do Brasil é o primeiro a discursar e deve ser seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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As obrigações na ONU não são os únicos compromissos marcados por Lula, que terá agenda reduzida. O presidente brasileiro deve se encontrar com parlamentares norte-americanos de esquerda, como Bernie Sanders e Zohran Mamdani. Até o momento, não há confirmações sobre se Lula e Donald Trump terão uma reunião bilateral oficial.
Encontro com políticos de esquerda
A agenda de Lula nos Estados Unidos deve ser iniciada um dia antes da Assembleia Geral da ONU. Nesta segunda (21), o presidente tem um encontro marcado com o senador Bernie Sanders e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Também deve fazer parte do encontro o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, aliado de Lula. Não há informações sobre quais temas devem ser abordados entre eles.
A expectativa é que Mamdani se encontre com Lula na residência oficial do embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sérgio Danese. Se concretizado, este será o primeiro encontro presencial entre Lula e Mamdani, que já havia demonstrado interesse em chamar Lula para um encontro entre progressistas, convite que foi negado pelo presidente brasileiro.
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Discurso na ONU deve defender multilateralismo
O Itamaraty espera que a fala de Lula seja contundente ao abordar temas como negociações de paz, direito internacional humanitário e soberania nacional. O multilateralismo também deve ser defendido pelo presidente. No último domingo, Lula assinou um manifesto conjunto com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o presidente do Quênia, William Ruto, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, em defesa da cooperação entre países e de uma reforma das instituições internacionais.
Esta será a última fala de Lula enquanto chefe de Estado. Ele concorre ao quarto mandato e tem como principal rival o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Itamaraty negou que o presidente use o espaço para fazer campanha eleitoral.
A ideia é que Lula use o espaço para reforçar a soberania nacional e deixar um recado explícito aos Estados Unidos, que vem desenrolando ações que são vistas por órgãos brasileiros, como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), como uma tentativa de interferência nas eleições federais de 2026. Contudo, o chefe de Estado não deve mencionar a crise sem precedentes atravessada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Entre outros assuntos que devem ser pontuados pelo presidente estão a agenda ambiental, citando a COP30; o avanço da corrida armamentista; combate ao crime organizado; a regulamentação de big techs e no desenvolvimento da Inteligência Artificial; e os impactos de guerras e conflitos na economia mundial.
Encontro com Trump é incerto

Até o momento, não há informações sobre se haverá uma reunião oficial entre Lula e Donald Trump. A situação era similar em 2024, mas os mandatários se encontraram durante o evento da ONU, quando Trump afirmou ter tido "excelente química" com Lula.
É esperado que os dois se encontrem brevemente em uma área reservada no momento de alternância de fala no púlpito, quando Lula estiver saindo e Trump estiver se preparando para seu discurso. Mesmo sem confirmação, Lula afirmou nesta semana que teria um bate-papo com Trump no evento para pedir que o país "não se meta nas eleições no Brasil".
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Encontro com secretário-geral da ONU
Também no dia 22, é previsto que Lula participe de um encontro bilateral com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O presidente deve retornar ao Brasil no mesmo dia para dar seguimento à campanha de reeleição.
É esperado que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participe de reuniões com homólogos de diversos países e de sessões ministeriais da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77/China, entre outros.
