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Conselho do MPF dá 10 dia para Gonet explicar mensagens com Vorcaro

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) instaurou um procedimento preliminar e deu o prazo de 10 dias para que o procurador-geral da

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05/09/2026 20:42 • Atualizado há 8 horas

Conselho do MPF dá 10 dia para Gonet explicar mensagens com Vorcaro

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) instaurou um procedimento preliminar e deu o prazo de 10 dias para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresente explicações sobre mensagens encontradas no celular do ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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O caso abriu uma crise interna na cúpula da Procuradoria e gerou reações imediatas da Polícia Federal, além de reacender o debate sobre a conduta ética nos tribunais superiores.

O ponto central da apuração reside nas comunicações obtidas pela Polícia Federal (PF) através da análise do celular de Daniel Vorcaro. De acordo com os relatórios da investigação, as conversações entre o banqueiro e o procurador-geral eram intermediadas pelo advogado Ciro Soares.

Em março de 2025, o advogado enviou a Vorcaro uma fotografia na qual surgia ao lado de Paulo Gonet, acompanhada da mensagem: "Liga aqui ele quer falar com você". Na sequência desse contato, foram registadas quatro ligações telefônicas.

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Duas semanas mais tarde, Ciro Soares reencaminhou novas mensagens que teriam sido redigidas pelo próprio procurador-geral. Numa delas, Gonet afirmava estar com "saudades" e a caminho de Roma.

Noutro diálogo, o advogado asseverou que Gonet "adora" o banqueiro e sugeriu a organização de uma viagem a Londres com ambos, celebrando a iniciativa. Na mesma troca de mensagens, o advogado questionou ainda se o filho de Gonet poderia acompanhar a comitiva na viagem.

Reação dos delegados e a defesa de Gonet

A divulgação do relatório da Polícia Federal provocou indignação no meio policial. Em nota oficial divulgada no sábado (5), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou a investigação aberta pelo procurador-geral da República e solicitou que Gonet se declare impedido na apuração do caso, pedindo formalmente o seu afastamento dos procedimentos relacionados ao Caso Master.

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Em sua defesa, Paulo Gonet argumentou que o procedimento determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, sobre o celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ocorreu sem a necessária e devida comunicação prévia ao Ministério Público.

Embora o relatório da PF também aponte uma relação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, foi o suposto envolvimento direto do procurador-geral que precipitou a abertura da apuração no Conselho Superior.

Próximos passos e a discussão sobre Código de Ética

Após o término do prazo de 10 dias concedido pelo CSMPF para que preste esclarecimentos por escrito, Paulo Gonet poderá ainda ser convocado a prestar depoimento presencial. O desfecho das investigações será posteriormente avaliado pelos membros do conselho em data a definir.

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A crise na cúpula do Ministério Público Federal impulsionou uma discussão alargada entre juristas sobre a necessidade de implementar um código de ética mais rígido e transparente para juízes e procuradores nos tribunais superiores. Especialistas defendem que todos os que desempenham funções públicas têm o estrito dever de prestar contas à sociedade, tornando este debate urgente e relevante para o funcionamento das principais instâncias judiciais.