Eleição ao Senado de Minas pode ter voto "Marécio", Marília e Aécio
Disputa pelo governo de Minas e entrada de Aécio no Senado são analisadas por Murilo Rocha

O jornalista Murilo Rocha analisa os principais movimentos da corrida eleitoral em Minas Gerais, com destaque para a disputa pelo segundo lugar na eleição para o governo do estado e para a entrada de Aécio Neves na corrida pelo Senado.
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Um dos assuntos é a invasão de uma fazenda às margens da MGC-497, em Uberlândia, que reuniu cerca de 130 pessoas. O episódio ocorreu na mesma região em que Mateus Simões cumpria agenda eleitoral e provocou manifestações de candidatos.
Alexandre Kalil criticou a atuação do governo estadual e cobrou uma resposta mais firme das forças de segurança. Mateus Simões afirmou que a Polícia Militar já havia sido acionada e reforçou a defesa da política de "invasão zero", também adotada pelo governador Romeu Zema.
Patrus Ananias também se posicionou contra a invasão de propriedades, mas defendeu que os assentamentos ocorram dentro da legalidade. O candidato ainda criticou a ausência de políticas de reforma agrária por parte do governo estadual.
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Na avaliação de Murilo Rocha, o episódio ocorre em meio à disputa entre Kalil, Patrus e Simões pelo segundo lugar nas pesquisas. Cleitinho, que lidera a corrida, não se manifestou sobre o caso.
AÉCIO NA DISPUTA PELO SENADO
Murilo Rocha também analisa a decisão de Aécio Neves de disputar uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado. O ex-governador e deputado federal havia anunciado anteriormente que não concorreria em 2026, mas mudou de posição e entrou na disputa.
Aécio passou a defender um discurso de diálogo entre diferentes campos políticos, com uma postura que, segundo Rocha, apresenta semelhanças com a adotada por Marília Campos, que aparece na liderança das pesquisas para o Senado.
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O jornalista também destaca o conhecimento do eleitorado mineiro sobre Aécio, que foi governador por dois mandatos e também ocupou cadeiras no Senado e na Câmara dos Deputados.
Por outro lado, Rocha avalia que o candidato terá de lidar novamente com denúncias e investigações que marcaram sua trajetória política nos últimos anos.
Para o jornalista, a entrada de Aécio modifica o cenário da disputa pelo Senado ao colocar na corrida um nome com alto nível de conhecimento entre os eleitores, mas também sujeito a rejeição.
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