Aumento da abstenção de votos pode ser decisivo na eleição presidencial, apontam especialistas
A abstenção vem crescendo nas últimas eleições e passou de 20% em 2022. Para os especialistas, com a diferença muito apertada nas pesquisas entre Lula e
A abstenção vem crescendo nas últimas eleições e passou de 20% em 2022. Para os especialistas, com a diferença muito apertada nas pesquisas entre Lula e Flávio Bolsonaro este ano, a abstenção e o não-voto podem ser decisivos para definir o pleito.
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Não é de hoje que uma parte cada vez maior dos eleitores brasileiros deixa de ir às urnas. Mesmo com o voto obrigatório, a abstenção vem registrando alta histórica ao longo dos anos:
- 2006: 16,75% dos eleitores não compareceram ao primeiro turno;
- 2010: o índice subiu para 18,12%;
- 2014: chegou a 19,39%;
- 2018: passou dos 20%;
- 2022: foram 20,95% de eleitores ausentes no primeiro turno, o que representou mais de 32 milhões de pessoas.
Por que tanta gente deixa de votar?
Especialistas apontam múltiplos fatores para o fenômeno, como a baixa escolaridade, o custo reduzido para justificar a ausência, o envelhecimento da população e a facilitação tecnológica por meio de aplicativos que simplificam a justificativa. Os eleitores mais velhos, inclusive, estão entre os grupos que apresentam maior índice de ausência.
Além da abstenção pura e simples, há o conceito do "não-voto", que soma os eleitores ausentes àqueles que comparecem às urnas, mas votam em branco ou anulam o voto. Em 2022, essa fatia combinada representou 25,36% do eleitorado nacional.
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Impacto na eleição atual
Nesta eleição, as pesquisas têm mostrado uma parcela expressiva de eleitores ainda indecisos, além de sinais de menor engajamento com a disputa. De acordo com especialistas, esse cenário pode inflar ainda mais o peso do não-voto e influenciar diretamente a definição da disputa, inclusive com chances de impacto no resultado do primeiro turno.
Segundo o especialista Maurício Moura, os indicadores e ruídos atuais apontam números superiores aos registrados em 2022. Na avaliação dele, caso o país ultrapasse a marca de 31% de não-voto (combinando abstenção, votos em branco e nulos), entra-se em um território bastante específico — lembrando que o cálculo oficial dos votos válidos exclui justamente brancos, nulos e abstenções.
