Caiado ataca Lula e promete "resgatar o presidencialismo" caso seja eleito

O governador apresentou como pilares de seu projeto de país o resgate do presidencialismo, a concessão de uma anistia ampla contra os condenados dos atos de 8 de Janeiro e o foco na geração de emprego e renda.

Da redação

Por Da redação

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reforçou nesta sexta-feira, em entrevista exclusiva à BandNews TV, sua ofensiva para consolidar-se como o nome do PSD na disputa pela Presidência em 2026. Em meio a um embate interno com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pela vaga de pré-candidato - definição que deve ocorrer já na próxima semana após a desistência de Ratinho Júnior -, Caiado subiu o tom contra a atual gestão federal. 

O governador apresentou como pilares de seu projeto de país o resgate do presidencialismo, a concessão de uma anistia ampla contra os condenados dos atos de 8 de Janeiro e o foco na geração de emprego e renda.

Resgate da autoridade executiva

Caiado defendeu uma mudança na relação entre os poderes, afirmando que o Executivo perdeu protagonismo para o Legislativo nos últimos anos.

Se for presidente, vou resgatar o presidencialismo. O que nós estamos assistindo hoje é um semipresidencialismo por usurpação ou por omissão. O Congresso Nacional acabou ocupando um espaço que é do Executivo. O presidente da República não pode ser um refém. Ele tem que ter a capacidade de governar, de ditar o ritmo das reformas e de aplicar o orçamento de acordo com as prioridades eleitas pela população

Críticas à gestão Lula

Ao comentar a situação econômica e as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador goiano não poupou críticas à falta de diretrizes fiscais e ao que chamou de "retórica de ataque".

É uma falta de foco total. O governo precisa parar de procurar culpados externos ou dar desculpas banais e enfrentar os problemas reais. Os juros estão altos por falta de uma política fiscal séria. O endividamento das famílias é fruto de uma economia estagnada. O que o cidadão quer é solução, não é retórica de ataque a setores da sociedade

Pacificação e promessa de anistia

Um dos pontos centrais de seu discurso foi a necessidade de encerrar a polarização política no Brasil através de um ato administrativo imediato de perdão aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e a tentativa de golpe de Estado.

Meu primeiro ato será anistia ampla e geral. Nós precisamos pacificar este país. Não podemos viver eternamente nesse clima de 'nós contra eles', de perseguição política. O Brasil só vai crescer se tiver estabilidade democrática e segurança jurídica. A anistia é o caminho para virarmos essa página e focarmos no que realmente importa: gerar emprego e renda para o povo brasileiro

PSD como protagonista e o "projeto de País"

Caiado também analisou a força do PSD no cenário atual e reafirmou que sua experiência em Goiás o credencia para liderar um projeto nacional, colocando-se à disposição do partido.

Olha, eu vejo o PSD como o fiel da balança hoje na política brasileira. Ele tem o maior número de prefeitos, tem a maior bancada no Senado, uma bancada expressiva na Câmara. E o Kassab tem essa habilidade de buscar um ponto de equilíbrio. O partido está pronto para ter um candidato próprio. Eu sempre defendi isso. O PSD tem nomes qualificados e a hora de se posicionar é agora, no início do ano, para que o eleitor possa conhecer as propostas
Eu espero ser escalado e estou preparado para jogar. Eu tenho dito que a minha trajetória política, o meu trabalho em Goiás, a maneira como nós estamos recuperando o estado, nos credencia para esse debate nacional. Não é um projeto pessoal, é um projeto de país. O Brasil precisa de ordem, precisa de segurança, precisa de um rumo claro na economia

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