Eleições

Caiado cita ‘Dark Horse’ e critica diplomacia e políticas de segurança

Durante o Debate na Band, candidato do PSD à Presidência criticou ausências de Lula e Flávio Bolsonaro e abordou temas como educação e economia

5 min

23/08/2026 21:51 • Atualizado há 61 dias

Caiado cita ‘Dark Horse’ e critica diplomacia e políticas de segurança

O ex-governador de Goiás e candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, comentou, durante o Debate na Band neste domingo (23), sobre educação, segurança pública, violência contra a mulher, economia e criticou as ausências dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

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Violência contra a mulher

O ex-governador de Goiás e candidato do PSB à Presidência, Ronaldo Caiado, sugeriu durante o Debate na Band sugerir ao Congresso Nacional um projeto de lei para confiscar bens de agressores de mulheres.

“A pessoa normalmente agride a mulher porque ele se acha dono dela, como se fosse propriedade dela, é assim que esse covarde trabalha", afirmou.

E nesta hora eu vou apresentar, sim, ao Congresso Nacional porque lá sei que sairei em condições de aprovar, para que haja o confisco dos bens deste covarde, além de ter uma pena ampliada. De 20 a 40 anos, de acordo com o grau da violência, esse cidadão não terá o benefício da diminuição da pena antes de cumprir 90% dela. --Ronaldo Caiado

Economia

Ronaldo Caiado (PSD), defendeu a recuperação da "autoridade moral" para melhorar a economia brasileira durante o debate. Segundo ele, será a "autoridade moral" aliada a um "choque de credibilidade" que provocará um ambiente melhor para o empreendedor.

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Caiado voltou a criticar a ausência de candidatos no debate desta noite. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não estão presentes. Para Caiado, eles não participaram "por não terem como explicar os escândalos que estão envolvidos."

Educação

Ronaldo Caiado afirmou que a educação precisa avançar no país. "Eu acho que a responsabilidade educacional é um ponto que nós temos que avançar muito neste momento. Olha, eu, como governador do Estado, eu modifiquei a Constituição do Estado de Goiás e fiz com que fosse assumida uma parceria com todos os prefeitos e prefeitas e fiz com que houvesse ali sim uma sintonia na nossa grade curricular", disse.

Caiado defendeu as políticas educacionais do estado de Goiás durante seu mandato como governador. "Não existe outra capacidade de nós recuperarmos o país que não seja pela educação."

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Ele também citou que as escolas estaduais do estado durante sua gestão e afirmou que se empenhou em dar dignidade aos alunos.

A declaração foi feita durante o Debate na Band, realizado neste domingo (23), ao comentar sobre o ensino médio técnico.

“Educação é aquilo que eu me empenhei desde o segundo ano do ensino fundamental. Eu criei uma criança junto aos prefeitos e prefeitas para levá-los em condições de serem competitivos. Nós ganhamos os maiores concursos no Estado, fora do estado comparativamente”, disse Caiado.

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“Temos os melhores colégios estaduais do Brasil. Eu me empenhei em dar a eles dignidade, dar a eles alimentação correta, segurança. Olha, acabou a criminalidade nas escolas. As crianças hoje têm laboratório de física, química, biologia e informática. Hoje nós temos uma preparação junto ao sistema S brasileiro. que é o que você perguntou, para que essas pessoas pudessem ter uma profissionalização hoje”, acrescentou.

‘Brasil vive clima de guerra’

Ronaldo Caiado afirmou que o Brasil vive atualmente um clima de guerra. “Se não tiver segurança pública, não tem governabilidade. O Brasil é um país que vive hoje um clima de guerra, a maior parte do território brasileiro está totalmente confiscado pelas facções criminosas”, declarou Caiado.

“A Amazônia brasileira 100% comandada pelo PCC, Comando Vermelho… Essa situação que chegou da conivência do atual governo com as facções criminosas no Brasil, ele se acovardou, se ajoelhou para o crime. Quando se ajoelha para o crime, ele cresce”, acrescentou.

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Ronaldo Caiado afirmou que, caso ele seja eleito, não haverá um palmo neste país que será comandado por bandidos. Segundo ele, é preciso ter estrutura, citando inteligência artificial, batalhões bem treinados, integração das forças e dará autoridade aos governadores para legislar sobre essas áreas em seus estados.

Caiado critica Itamaraty

Ronaldo Caiado defendeu mudanças na relação do Brasil com os Estados Unidos. Segundo ele, o Itamaraty, responsável pelas negociações com os EUA, "precisa voltar a saber fazer acordos".

Para Caiado, a atual chancelaria brasileira passou a ser "simplesmente porta-voz do PT". Sobre as relações entre os dois países, o candidato do PSD disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "está doido para criar o impasse" com o país governador por Donald Trump.

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"Em primeiro lugar, está certo, o Lula está doido para criar esse impasse. Por que ele viu o presidente do Canadá e da Austrália ganhando, então ele está provocando o Trump toda hora, está certo? Falando da dentadura do Trump, querendo mudar a moeda, toda hora ele dá uma provocadinha, está certo?", disse.

Se eleito, ele prometeu recuperar a capacidade do Brasil fazer acordos que, segundo ele, foram comprometidos pelo governo atual.

“Dark Horse” e “Dark Lobby”

Caiado abordou as investigações em andamento que envolvem o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, candidato do PL, no envolvimento com o caso Master. Para Caiado, Flávio tem "Dark horse" enquanto Lula tem "dark lobby".

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Ao comentar sobre a investigação que envolve o nome de Flávio, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o filme biográfico de Jair Bolsonaro "Dark Horse", ele afirmou que pediu para Flávio se explicar, mas que isso não aconteceu, o que demonstra que o candidato "fugiu".

"No primeiro momento, eu disse: Olha, Flávio, explique o que estão denunciando e falando a seu respeito. Ele realmente não deu satisfação, não explicou o dark horse. Ou seja, ele exatamente fugiu da explicação à sociedade", disse.

Ao comentar as apurações da Polícia Federal (PF) que envolvem o filho do presidente Lula, conhecido como Lulinha, Caiado afirmou que enquanto Flávio tem "Dark horse", Lula tem "dark lobby".

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