Coordenador da campanha de Lula fala de fim da 6x1, Bolsa Família e renda
Dario Durigan, também ministro da Fazenda do petista, abordou pontos econômicos das propostas do candidato
O ministro da Fazenda e coordenador da campanha de Lula (PT), Dario Durigan, concedeu uma entrevista ao Brasil Urgente nesta sexta-feira (16) em que aborda pontos econômicos das propostas do presidente, que concorre à reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL). Durigan também celebrou a promulgação do fim da escala 6x1, realizada nesta manhã, e colocou a garantia de renda aos brasileiros como uma das prioridades do petista.
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Ao longo da conversa com o apresentador Joel Datena, o ministro detalhou o plano governamental para enfrentar a taxa básica de juros, a política de transição para o mercado formal dos beneficiários de programas de transferência e a estratégia de debates na reta final do segundo turno.
Fim da escala 6x1
"Do ponto de vista do trabalhador, nós não podemos ter dúvida que em termos de ganho com a família, ganho de saúde, saúde mental, saúde física e tempo inclusive para empreender, resolver as contas da casa, não temos dúvida."
Garantia de renda aos trabalhadores
Dario Durigan classificou a alteração na jornada como um marco histórico e civilizatório para os trabalhadores brasileiros. O ministro explicou que a redução de carga horária para 42 horas semanais no fim do ano e para 40 horas no modelo 5x2 a partir do período subsequente promove ganhos diretos na saúde física, mental e na convivência familiar. Para apoiar pequenas empresas na adaptação, o governo prepara linhas de crédito e capacitação pelo Sebrae.
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"A gente cumpriu um rito que o presidente nos demandou logo em 2023: nós precisamos voltar a garantir renda para as pessoas. E garantir renda não é o Estado ficar dando renda, é garantir que tenha mercado de trabalho."
Desafios na economia e taxas de juros
O ministro apontou que o controle fiscal e o equilíbrio das contas públicas são os instrumentos centrais para que o país consiga reduzir os juros e restabelecer o acesso ao crédito para a aquisição de bens duráveis, como automóveis e moradias. Durigan descartou medidas bruscas e defendeu a busca gradual por superávits primários sem cortes em áreas essenciais como saúde, construção civil e programas farmacêuticos.
Ao tratar da renda da população, o titular da Fazenda ressaltou que a principal diretriz governamental é assegurar postos formais e poder de compra, em vez de depender exclusivamente de repasses estatais. O coordenador destacou a queda na taxa de desemprego e a redução no ritmo de avanço da inflação dos alimentos em relação aos índices apurados na gestão anterior.
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"Nós temos que fazer do lado do governo economia e ajuste das contas para que elas caibam dentro do orçamento do país. Agora nós temos que encarar a questão da taxa de juros: ela tem que ser civilizada para que as pessoas voltem a ter condição de comprar um carro ou uma casa."
Transição no Bolsa Família
Sobre a relação entre auxílios sociais e o mercado de trabalho, Durigan afirmou que o contingente de inscritos no Bolsa Família caiu de quase 22 milhões para pouco mais de 18 milhões durante o mandato. A redução foi atribuída à regra de transição criada pelo governo federal, que autoriza o cidadão a continuar recebendo a assistência por 12 meses após conseguir uma ocupação formal com carteira assinada.
"Mais de 80% das novas vagas geradas e ocupadas no mercado de trabalho são de gente beneficiária do Bolsa Família. Teve uma regra de transição que nós instituímos: se você for trabalhar num emprego, você pode ficar 12 meses trabalhando ainda recebendo o benefício."
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Reação ao primeiro turno e estratégias na reta final
Ao comentar o resultado do primeiro turno eleitoral e a reação do mercado financeiro, Durigan avaliou que promessas de superávit imediato apresentadas por adversários não encontram sustentação prática na realidade orçamentária. O coordenador afirmou manter diálogo permanente com bancadas da centro-direita no Congresso Nacional e destacou a importância do confronto programático no debate promovido pelo Grupo Bandeirantes no domingo.
"O debate da Band no domingo vai ser muito importante para comparar, para as pessoas tirarem dúvidas sobre qual é o sentimento que ela de fato tem com aquele candidato, se ele está falando a verdade e se é convincente o que ele está dizendo."
