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Crise no STF afetou a candidatura de Lula? Especialistas avaliam

Analistas debatem impacto do Judiciário e da economia real no avanço de Flávio e as dificuldades da campanha do petista

2 min

04/10/2026 23:00 • Atualizado há 20 dias

Analistas políticos avaliaram durante o programa Canal Livre, da Band, os fatores que impulsionaram o crescimento eleitoral de Flávio e deixaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atrás na disputa de primeiro turno. O debate abordou a influência da rejeição ao Supremo Tribunal Federal (STF), as dificuldades financeiras da população e os desafios estratégicos da polarização.

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Para o cientista político Fernando Schüler, é difícil isolar uma única causa para o desempenho eleitoral. Ele apontou que a economia real pesa no bolso do eleitor independente, com juros altos, inadimplência e a sensação de que o salário acaba antes do mês. O analista ressaltou que tentativas de quitar dívidas e medidas voltadas às apostas eletrônicas sofreram com o esgotamento do efeito de ações econômicas populistas.

Peso das decisões judiciais e rejeição

Na análise de Schüler, a crise institucional teve reflexo direto na classe média urbana mais bem informada. Pesquisas e reportagens indicaram forte desgaste pela associação do grupo governista com decisões do ministro Alexandre de Moraes e do STF, além de polêmicas como o caso Master e o PT da Bahia. Schüler observou, contudo, que escândalos na campanha produzem forte impacto imediato, mas perdem força na dinâmica eleitoral com o passar das semanas.

O pesquisador Maurício Moura destacou que o governo enfrentava uma barreira fixa de aprovação, já que os eleitores que apoiaram Jair Bolsonaro em 2022 mantiveram reprovação constante à gestão federal. Moura afirmou que parte expressiva do eleitorado antipetista não demonstra entusiasmo por Flávio, mas decidiu apoiar o candidato por conformismo, ao identificá-lo como o nome capaz de derrotar o atual chefe do Executivo.

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Desafios para a liderança no segundo turno

Os especialistas apontaram que a campanha quebrou um padrão histórico das disputas no Brasil. Diferentemente de pleitos anteriores, nos quais governantes que buscavam a reeleição avançavam fortemente no ano da votação, Lula registrou oscilações mínimas e terminou na condição de desafiante, apesar de ocupar a presidência.

Na visão de Schüler, Flávio precisará apresentar credenciais de liderança nacional e capacidade de diálogo para além do sobrenome do pai e do antipetismo. Ao mesmo tempo, os analistas alertaram que a aposta da campanha governista em ataques agressivos, em vez de projetos para o país, não garante votos na reta final.

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