De filas a telemedicina: o que presidenciáveis propõem para a saúde
Planos dos seis presidenciáveis que estarão no debate da Band convergem na redução das filas e no uso de tecnologia, mas apresentam estratégias diferentes para ampliar o atendimento no SUS

Os seis candidatos à Presidência da República que participarão do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, marcado para este domingo (23), apresentam a redução das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) como uma das suas prioridades para a saúde. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), no entanto, propõem caminhos diferentes para enfrentar o problema.
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O debate será realizado pela Band, em conjunto com TV Cultura, TV Gazeta, Jovem Pan e Estadão, a partir das 20h. As propostas constam nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A digitalização aparece como um dos principais pontos de convergência. Prontuário eletrônico, inteligência artificial, telemedicina e novas formas de organizar as filas estão presentes, com diferentes formatos, nos programas dos candidatos.
Luiz Inácio Lula da Silva
Candidato à reeleição, Lula propõe ampliar políticas iniciadas no atual mandato. O plano prevê reforço ao programa Agora Tem Especialistas, ampliação do terceiro turno nos serviços de saúde, Carretas da Saúde e mutirões para consultas, exames e cirurgias. Também pretende manter parcerias com hospitais privados para atendimento pelo SUS.
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Na tecnologia, o petista propõe acelerar o prontuário único, ampliar teleconsultas e usar inteligência artificial na regulação. A fila da atenção especializada seria única, digital e organizada conforme o risco clínico.
O programa também prevê expansão da rede de tratamento do câncer, da Estratégia Saúde da Família e da oferta de medicamentos e vacinas.
Flávio Bolsonaro
Flávio também aposta na digitalização para reduzir a espera. Seu programa prevê prontuário eletrônico único, agendamento auxiliado por inteligência artificial e digitalização do SUS.
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O candidato propõe corrigir a tabela do SUS para aproximar os pagamentos dos custos dos atendimentos, ampliar a Estratégia Saúde da Família e criar um programa específico para idosos.
Outra proposta é contratar consultas e exames da rede privada em horários ociosos. O plano ainda cita ampliação de exames preventivos, imunização, telessaúde e entrega de medicamentos em domicílio.
Renan Santos
O principal projeto do candidato do Missão para o setor é chamado de "SUS Fila Zero". O candidato propõe substituir a lógica predominantemente cronológica por uma "fila viva", denominada ENER, na qual os pacientes seriam classificados de acordo com critérios como gravidade clínica, risco de progressão da doença, impacto sobre a autonomia e capacidade de trabalhar, vulnerabilidade social e tempo já aguardado.
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O plano também prevê inteligência artificial e prontuário unificado. A proposta é inspirada, em parte, no DoctorSV, sistema de atendimento digital adotado em El Salvador.
Ronaldo Caiado
O candidato do PSD propõe manter o SUS universal, mas reorganizá-lo com foco em prevenção, integração regional e metas de desempenho. Entre as propostas estão fila transparente e regulada pelo risco clínico, atenção primária mais resolutiva, integração entre especialistas e hospitais e prontuário digital interoperável.
O programa estabelece como meta que, até 2030, todos os cidadãos tenham acesso progressivo a um histórico clínico digital interoperável e que hospitais estratégicos do SUS estejam integrados a sistemas digitais. Também propõe ampliar a produção nacional de medicamentos, vacinas e terapias avançadas.
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Romeu Zema
O ex-governador de Minas Gerais concentra parte das propostas na integração entre o SUS e a rede privada. O programa prevê contratar capacidade ociosa de clínicas e hospitais particulares para consultas, exames e cirurgias e ampliar concessões, parcerias público-privadas e parcerias com organizações sociais na construção e gestão de unidades.
O candidato também propõe organizar regionalmente hospitais e clínicas, utilizar inteligência artificial na gestão das filas, ampliar vagas de residência médica em regiões com falta de especialistas e fortalecer a rede de saúde mental.
Augusto Cury
Cury apresenta dois projetos específicos de maior destaque: o Tele Saúde Brasil, voltado à expansão da telemedicina para reduzir a pressão sobre o SUS, e o Sociedade Está Abraçando (SEA), dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer.
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O programa também defende fortalecimento da atenção primária, ampliação de equipes multiprofissionais e modernização do SUS.
Na prevenção do câncer, prevê comitês municipais formados por profissionais de saúde e representantes da sociedade para estimular exames preventivos, acompanhar pacientes e realizar campanhas permanentes.
