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É falso que o TSE anunciou novas urnas eletrônicas para eleições de 2026

Tribunal vai utilizar modelos fabricados entre 2013 e 2022; auditoria do código-fonte e observação internacional fazem parte do processo eleitoral

Por Redação
REDAÇÃO

31/07/2026 • 16:18 • Atualizado em 31/07/2026 • 16:19

Band Verifica em parceria com Lupa
Post que circula no Facebook

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Reprodução/Lupa

Circulam nas redes sociais publicações afirmando que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou novas urnas eletrônicas para as eleições de 2026. É falso.

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O TSE não fez qualquer anúncio de uso de novas urnas eletrônicas. Uma busca no site do tribunal não encontrou qualquer comunicado oficial sobre a utilização de novos modelos de equipamentos no pleito deste ano. Uma pesquisa em veículos de imprensa também não encontrou registros de anúncio do TSE sobre novas urnas.

Para as eleições de 2026, serão utilizados modelos de urnas eletrônicas fabricados em anos anteriores. Segundo o TSE, cada eleição utiliza urnas eletrônicas de diferentes anos de fabricação. “Em média, cada equipamento é utilizado em seis eleições”, afirmou o tribunal sobre o ciclo de vida das urnas. Em nota enviada à Lupa, o TSE detalhou que “nas eleições 2026, serão utilizados os modelos de urna eletrônica UE2013, UE2015, UE2020 e UE2022”.

Novo modelo para 2028

Em junho, o TSE abriu uma consulta pública para definir as especificações da nova geração de urnas eletrônicas, prevista para ser usada a partir das eleições de 2028. O edital convidou empresas e fabricantes a apresentar sugestões técnicas sobre os futuros equipamentos.

Auditoria dos códigos-fonte e presença internacional

A inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais é uma etapa prevista no processo de segurança das eleições. A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) estabelece que os programas-fonte dos sistemas utilizados nas urnas eletrônicas devem ser disponibilizados para análise das entidades fiscalizadoras cadastradas, como parte do processo de auditoria e transparência eleitoral.

A abertura dos códigos-fonte para fiscalização também não é uma novidade das eleições de 2026, como sugerem as publicações. O procedimento faz parte do ciclo de transparência do TSE e está disponível para as entidades fiscalizadoras habilitadas desde 2 de outubro de 2025, um ano antes do primeiro turno.

O post enganoso também afirma que haverá “presença internacional” nas eleições, mas a participação de missões de observação eleitoral não é uma novidade. Em 2022, grupos internacionais acompanharam diferentes etapas do processo eleitoral para realizar análises técnicas e sugerir melhorias. Nas eleições de 2026, novamente, instituições internacionais credenciadas pelo TSE acompanharão o processo de forma “técnica, imparcial e independente”, segundo o tribunal. A iniciativa busca ampliar a transparência sobre o sistema eleitoral.

Entre as organizações que já aceitaram participar estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

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