Flávio Bolsonaro pede CPMI do Banco Master e quer ouvir Vorcaro na comissão

Senador afirmou que não tem medo, nem nada para esconder após áudios vazados

Da redação

Por Da redação

Flávio Bolsonaro pede CPMI do Banco Master e quer ouvir Vorcaro na comissão
Flávio Bolsonaro
REUTERS/Adriano Machado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu nesta quinta-feira (21), ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), a leitura do requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as irregularidades do Banco Master.

Em discurso durante a sessão que analisa vetos presidenciais, Flávio afirmou que "mais do que nunca é necessária" a instalação do colegiado e disse querer a convocação do dono da instituição financeira, o banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março.

"Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentados naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro, e também qual é a relação que eles tinham com o Lula, qual é a relação que eles tinham com Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer. Eu não tenho nada a esconder", declarou o senador.

A manifestação foi feita após o site The Intercept Brasil revelar que Flávio enviou mensagens a Vorcaro em que pedia dinheiro, supostamente, para o financiamento do filme "Dark Horse", produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pré-candidato também afirmou que parlamentares de esquerda "têm medo dessa CPMI" e comparou o escândalo do Master ao Mensalão e à Operação Lava Jato. "Nenhum de vocês assinou. Eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder. Porque tem uma grande diferença. Vocês entendem muito de corrupção", disse.

Encontro com Trump 

Flávio Bolsonaro deve viajar para os Estados Unidos na próxima semana para um possível encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump. A reportagem da Band apurou que os dois lados ainda tentam ajustar a agenda, mas há disposição de auxiliares de Donald Trump para concretizar a reunião.

Questionado por jornalistas sobre o possível encontro, Flávio afirmou na manhã desta quinta-feira que não solicitou esse encontro, nem seu irmão Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado e é considerado foragido da Justiça brasileira. Ele respondeu às perguntas em inglês e ainda brincou: “Estou respondendo assim para o Lula não entender”. 

Coordenação da campanha

O publicitário Marcello Lopes comunicou, na quarta-feira (20), que não integrará mais a coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A decisão foi formalizada após uma reunião realizada ao longo do dia entre Lopes e o pré-candidato.

O profissional justificou que precisa focar na gestão de sua própria empresa e dedicar atenção a compromissos de ordem familiar, o que exigirá seu retorno aos Estados Unidos. Eduardo Fisher deve ser o escolhido para assumir a responsabilidade pela comunicação e pela condução das ações voltadas à imagem do pré-candidato no pleito presidencial.

Com Estadão Conteúdo

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