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Indicação de Jaques Wagner ao Senado pode respingar em Lula, diz colunista

Senador pela BA, petista vai ser confirmado em convenção que acontece neste sábado com presença de Lula

Da redação
DA REDAÇÃO

01/08/2026 • 12:21 • Atualizado em 01/08/2026 • 12:21

A oficialização da candidatura de Jaques Wagner (PT) ao Senado pela Bahia, que deve ocorrer na convenção do partido que acontece neste sábado (1º), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), traz consigo potenciais riscos políticos para a chapa presidencial, segundo análise da colunista Deysi Cioccari.

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Para a especialista, o envolvimento do senador em novas investigações da Polícia Federal (PF) tem o potencial de "respingar" na campanha de Lula, a depender da estratégia adotada pela oposição.

Deisy destaca que o discurso de corrupção é uma arma política historicamente utilizada contra o PT e que a renovação de casos envolvendo o "núcleo duro" do partido --citando especificamente Lulinha e Jaques Wagner-- pode afastar o eleitor independente.

Principalmente entre o eleitor intermediário que acompanha isso mais de perto que, é mais responsivo a esse tipo de de questão… Quando você fala de escândalos políticos e de corrupção, aquele que vai votar no PT, que a gente estima que seja uns 25 a 30%, não vai mudar o voto de forma alguma. Mas o eleitor independente pode sim [mudar].

A colunista observa ainda que candidatos ao Senado costumam ser nomes muito conhecidos, o que aumenta a visibilidade tanto de sua trajetória quanto de eventuais controvérsias.

Contexto das investigações

O receio de um desgaste na imagem da campanha baseia-se em relatórios recentes da Polícia Federal, que apontam uma relação de proximidade entre Jaques Wagner e executivos do Banco Master desde 2019. A investigação apura se o senador teria recebido vantagens indevidas em troca de articulações políticas no Congresso, como a defesa de emendas para elevar o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Entre as supostas contrapartidas listadas pela PF estão:

  • Viagens em aeronaves privadas para propriedades de luxo, como a "Ilha da Paixão";
  • Recebimento de garrafas de vinho e ingressos para o show da cantora Taylor Swift em 2023;
  • Relações comerciais envolvendo imóveis e movimentações financeiras.

Apesar do cenário de pressão, Jaques Wagner mantém um discurso de confiança. O senador declarou publicamente ter certeza de que provará sua inocência, comparando a situação atual ao período eleitoral de 2018, quando enfrentou episódios semelhantes ao concorrer pela primeira vez ao Senado.