O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (1) que o partido deve caminhar para uma "chapa pura" na disputa presidencial deste ano e não descartou ocupar a vaga de vice na candidatura de Ronaldo Caiado, pré-candidato do partido ao Planalto.
Segundo ele, caso isso se confirme, o partido definirá internamente o melhor nome para compor a candidatura. "Poderá ser eu, sim, por que não?", declarou, ressaltando que a escolha recairá sobre quem reunir mais condições de levar Caiado à vitória.
Sobre a possibilidade de uma composição política mais ampla, que incluiria o nome de Romeu Zema (Novo), Kassab disse que toda aliança é bem-vinda, desde que coerente, mas avaliou que o cenário atual não aponta nessa direção. "Eu não vejo hoje no horizonte nenhuma possibilidade de aliança", afirmou.
Ele explicou que o PSD construiu o projeto voltado para a candidatura própria e que, passado um mês do início das convenções, não houve nenhuma conversa consistente que justificasse agregar outro nome à candidatura de Caiado. Para Kassab, uma aliança até pode ocorrer, mas é "difícil".
Kassab classificou Caiado como a "melhor alternativa" diante da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para ele, tanto o petismo quanto o bolsonarismo tiveram suas oportunidades e não responderam a demandas do eleitorado em áreas como segurança, combate à corrupção, educação pública, saúde e transparência na administração.
Impacto das pesquisas
Kassab minimizou o resultado das pesquisas que apontam impacto negativo na candidatura de Flávio Bolsonaro desde a divulgação dos áudios em que o senador pedia dinheiro a Daniel Vorcaro sem crescimento correspondente de Caiado ou Zema. Para ele, Caiado ainda não tem o reconhecimento de nome dos adversários e tende a crescer apenas na campanha.
"Esse cenário não nos assusta", afirmou Kassab, que comparou a situação às próprias eleições. Ele lembrou que, quando se candidatou a prefeito de São Paulo, só cresceu em agosto e setembro, e citou trajetória semelhante do governador Tarcísio de Freitas há quatro anos.
O presidente do PSD também comentou a postura mais contida de Caiado diante do episódio envolvendo Flávio Bolsonaro, em contraste com as críticas feitas por Zema. Segundo ele, o pré-candidato do PSD tem a melhor proposta na área de segurança e a estratégia será concentrar a campanha nas próprias ideias. "Vamos fazer a nossa campanha mostrando as nossas propostas e o nosso candidato", disse.