
Uma fonte próxima ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirma que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, passou a enxergar o goiano como principal opção do partido para uma pré-candidatura presidencial após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior.
Ratinho Jr deixa vácuo e muda cálculo no PSD
Segundo essa fonte, Kassab avalia que Caiado hoje "congrega mais o que ele quer" do que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também aparece nas conversas sobre o campo de centro-direita. Na leitura desse interlocutor, o goiano se aproxima mais do projeto que o dirigente do PSD imagina para a disputa nacional.
A mesma fonte reconhece que Ratinho Junior era considerado o favorito interno. Na visão dela, o paranaense tinha maior capacidade de atrair votos de centro e aparecia melhor nas pesquisas, impulsionado pelo desempenho no Sul do país e não apenas no Paraná.
Esse cenário, porém, começou a mudar. De acordo com o relato, aliados perceberam que parte do voto que Ratinho detinha no próprio Paraná podia migrar para o ex-juiz Sergio Moro, hoje alinhado ao PL e ao senador Flávio Bolsonaro, o que reduziria o potencial eleitoral do governador paranaense em uma corrida ao Planalto.
Temor de desgaste para Ratinho pai
Outro ponto citado pela fonte como determinante para a desistência de Ratinho Junior é a preocupação com o impacto de uma campanha presidencial sobre seu pai, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho. Ela avalia que uma disputa nacional abriria espaço para ataques e tentativas de "buscar pelo em ovo" na trajetória da família.
Para esse interlocutor, o risco de exposição excessiva e de desgaste de imagem pesou na balança e contribuiu para que o grupo recuasse da ideia de lançar Ratinho Junior ao Palácio do Planalto neste momento.
Caiado e hipótese de chapa com Zema
Com o recuo do paranaense, a fonte relata que Caiado passou a ser tratado como o "número 1" no radar de Kassab para uma eventual candidatura presidencial apoiada pelo PSD. O governador de Goiás, segundo essa avaliação, reúne condições de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado de centro-direita.
Na mesma linha, o interlocutor aponta que uma composição que atraísse o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para a vice na chapa seria vista como uma "terceira via de peso". Na avaliação dele, uma aliança entre Caiado e Zema poderia somar forças de regiões estratégicas e reposicionar o bloco de centro-direita no tabuleiro eleitoral.

