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Canal Livre

Lula e Flávio não aceitam ser questionados, diz Deysi Cioccari

A cientista política Deysi Cioccari afirmou durante o programa Canal Livre, exibido pela Band neste domingo (18), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

3 min

18/10/2026 23:05 • Atualizado há 6 dias

A cientista política Deysi Cioccari afirmou durante o programa Canal Livre, exibido pela Band neste domingo (18), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) demonstram incapacidade de aceitar confrontações diretas. Para a analista, a postura dos dois concorrentes durante o debate presidencial revelou que qualquer questionamento é encarado como um ataque pessoal.

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A avaliação ocorreu durante a análise pós-debate promovida pela emissora, a uma semana da votação do segundo turno. O programa destacou que os estrategistas de ambas as campanhas tentaram intervir nos bastidores para exigir propostas e diminuir o tom de acusações no estúdio.

Postura contra o contraditório

Na visão da especialista, a recusa em responder a temas delicados reflete um comportamento que se estende para outras entidades nacionais. A cientista política ressaltou que governantes precisam conviver diariamente com cobranças da sociedade e dos poderes constituídos.

"Sabe uma coisa que esse debate deixou muito claro para mim e que a gente já vinha observando ao longo da campanha? É como os candidatos não aceitam ser questionados. Tudo parece uma afronta, qualquer pergunta. Instituições fortes e pessoas fortes não são aquelas que evitam as perguntas, são aquelas que respondem. E os dois candidatos não aceitam ser confrontados."

Ela questionou ainda como um chefe de Estado pretende conduzir o país sem tolerar contrapontos do Congresso Nacional, da imprensa e dos cidadãos.

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Polarização e quebra de confiança

A bancada do programa apontou que a dinâmica agressiva decorre do isolamento entre grupos políticos rivais, que se recusam a estabelecer um diálogo programático. Conforme destacaram os debatedores, a realização do primeiro encontro direto entre os postulantes a apenas sete dias do pleito evidenciou a falta de disposição para o debate.

Os analistas ponderaram que a fuga das respostas visa unicamente à desestabilização emocional do oponente e à produção de recortes rápidos para as redes sociais. Quando um concorrente decide ignorar a questão apresentada para formular um novo ataque, rompe-se o princípio básico de interlocução democrática.

Respostas diretas sobre temas polêmicos

Apesar do predomínio das ofensas mútuas, a bancada identificou momentos específicos em que os concorrentes decidiram assumir posições claras sobre pontos sensíveis. O debate abriu espaço para manifestações contundentes sobre segurança pública e gestão governamental.

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O primeiro instante ocorreu quando o candidato petista respondeu sobre a saída temporária de presos e defendeu a aplicação da medida para detentos em processo de ressocialização. No lado oposto, o representante do Partido Liberal admitiu abertamente as falhas ocorridas na condução da saúde durante a administração do pai, Jair Bolsonaro.

Como assistir ao debate entre Flávio e Lula na íntegra

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