Eleições

Márcio França classifica as facções PCC e CV como 'criminosos comuns'

O pré-candidato ao Senado por São Paulo foi sabatinado pela BandNews TV nesta sexta-feira (29)

2 min

29/05/2026 14:30 • Atualizado há 149 dias

Márcio França classifica as facções PCC e CV como 'criminosos comuns'

O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB), hoje pré-candidato ao Senado, rechaçou a classificação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, como fez o governo dos Estados Unidos, na quinta-feira (28).

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Para França, a definição de terrorismo no direito internacional envolve ataques a instituições públicas, enquanto as facções brasileiras teriam como motivação principal a obtenção de lucro através do narcotráfico. "Eles são criminosos comuns que se organizaram e que pretendem fazer dinheiro com isso", afirmou França nesta sexta-feira (29) durante sabatina na BandNews TV.

De acordo com o pré-candidato, a expansão desses grupos em São Paulo, que segundo ele teria sido potencializada recentemente, destacando o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), não possui intenção de desestabilizar o Estado ou realizar atos políticos, mas, sim, consolidar redes de tráfico de drogas.

Aqui em São Paulo nós tínhamos o PCC. Até um certo tempo, por que depois da chegada do governador Tarcísio [de Freitas ao governo do estado], ele conseguiu trazer junto também o Comando Vermelho, que acabou invadindo aqui. --Márcio França

França também criticou a política de drogas e argumentou que o Brasil funciona, majoritariamente, como um intermediário na logística do narcotráfico. Segundo ele, a maior parte das drogas que atravessam o território nacional tem como destino final os Estados Unidos, país que, segundo ele, figura como o maior consumidor mundial.

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Para o político, o debate sobre o narcotráfico deveria focar em soluções estruturais, como a contenção nas fronteiras e áreas portuárias, em vez de apenas rótulos políticos ou ideológicos.

Críticas à atuação da família Bolsonaro

Durante a sabatina, Márcio França também teceu duras críticas à atuação de integrantes da família Bolsonaro nos Estados Unidos. O pré-candidato classificou como "cena ridícula" e "cômica" a busca de apoio de políticos bolsonaristas junto ao presidente americano Donald Trump para pautas como intervenção estrangeira no Brasil.

"É um grupo de pessoas que precisa chamar atenção", avaliou França. Segundo ele, essa proximidade com Trump não reflete o posicionamento da direita liberal clássica —que ele define como centrada e com bases ideológicas econômicas—, mas, sim, uma estratégia de busca por visibilidade a qualquer custo.

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França ainda provocou sobre o futuro político de Flávio Bolsonaro, sugerindo que desdobramentos de investigações passadas podem comprometer a continuidade de sua pré-candidatura à Presidência da República. “Eu tenho muita dúvida se o Flávio fica até o final [da campanha à Presidência]."

Veja íntegra da sabatina

Márcio França classifica as facções PCC e CV como 'criminosos comuns'