Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
00horas
:
00min
:
00seg
Eleições

Mitre: Ausência em debate pode ser estratégia, mas a de Zema é inexplicável

Apesar de terem faltado no debate da Band, Lula e Flávio foram lembrados, mas Zema acabou ignorado

2 min

25/08/2026 01:07 • Atualizado há 59 dias

Mitre: Ausência em debate pode ser estratégia, mas a de Zema é inexplicável

O programa Band Eleições da noite desta segunda-feira (24) avaliou como foi o primeiro debate presidencial das eleições 2026, promovido pela Band no último domingo (23), e a ausência de três dos seis candidatos convidados foi um dos principais tópicos. Os especialistas se colocaram, de forma unânime, contrários à estratégia, em especial, no caso de Romeu Zema (Novo).

Continua depois da publicidade

Estou me referindo ao Lula e ao Flávio... Você até entende: o Lula fugiu, o Flávio fugiu junto. Não sei se [Flávio] ficou com medo de vir sem o Lula, talvez com medo de enfrentar sua turma ali, da direita, são estratégias possíveis. Mas quanto ao Zema eu não sei o que dizer. É incompreensível. --Fernando Mitre

Além de Mitre, o programa dessa segunda reuniu também o cientista político Fernando Schüller e os jornalistas Adriana Araújo, Thais Dias e Marco Antonio Sabino. Eles analisaram as ausências de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fllávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema, mas também o desempenho de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Mitre destacou que o avanço das redes sociais e o atual ecossistema de comunicação extinguiram a tolerância do eleitorado com candidatos que evitam o confronto direto, afirmando que "o público não aceita mais o fujão". Para ele, faltar a um debate televisivo tornou-se uma "má ideia", uma vez que o candidato ausente passará o restante da campanha sob o desgaste de ter de se explicar aos eleitores.

Thaís Dias reforçou que a cobrança foi intensa tanto nas redes sociais quanto no próprio debate, definindo o fenômeno como a "presença da ausência". Lula e Flávio Bolsonaro foram citados e criticados repetidamente pelos adversários de forma majoritária ao longo do programa, sem que tivessem qualquer oportunidade de defesa.

Continua depois da publicidade

A invisibilidade de Zema e o avanço do MBL

Apesar de Lula e Flávio terem sido presentes mesmo ausentes no debate, o ex-governador mineiro Romeu Zema foi completamente ignorado, e seu nome sequer foi citado pelos concorrentes durante a transmissão. Para ilustrar o erro tático de Zema, Schüller recorreu a uma analogia, comparando o governador a um indivíduo que "pede para o amigo levar a namorada ao cinema".

Nesse cenário, o "amigo" foi Renan Santos, liderança do MBL e do partido Missão, que utilizou o debate televisivo para fazer um discurso programático alinhado às pautas históricas do Partido Novo. Ao defender o empreendedorismo, a simplificação da legislação trabalhista, a competitividade e criticar a PEC da redução da jornada 6x1, Santos capturou a atenção de um eleitorado ideologicamente idêntico ao de Zema, consolidando os prejuízos políticos decorrentes da ausência do governador.

Mitre: Ausência em debate pode ser estratégia, mas a de Zema é inexplicável