
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) passou a considerar o Partido Socialista Brasileiro (PSB) como uma alternativa partidária para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A movimentação ocorre em meio às incertezas nas tratativas para uma eventual filiação ao União Brasil, apontado por aliados como a principal opção política do senador.
Nos bastidores, interlocutores afirmam que Pacheco tem articulado a entrada de aliados em diferentes legendas enquanto avalia o cenário eleitoral no estado. A estratégia inclui manter pontes com o PSB, o União Brasil e também o MDB, à espera de maior definição sobre as condições políticas para uma eventual candidatura.
A aproximação com o PSB ganhou força após a filiação de sete ex-prefeitos mineiros à legenda. O grupo trabalha para montar uma chamada “chapa municipalista” com foco na disputa por vagas na Câmara dos Deputados em 2026, movimento interpretado por aliados como parte da articulação política vinculada ao senador.
Apesar da movimentação, o União Brasil ainda é tratado como prioridade nas negociações. O impasse envolve a configuração da sigla em Minas Gerais e lideranças locais próximas ao governo estadual, comandado por Romeu Zema. Enquanto o cenário permanece indefinido, Pacheco mantém cautela e evita confirmar se entrará na corrida pelo Palácio Tiradentes em 2026.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também avalia mudar de partido para ser candidato ao Senado Federal por Minas Gerais. Hoje no PSD, Silveira considera se filiar ao PSB ou ao PV. A ideia seria, assim, atrair mais partidos para uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo mineiro.
A ideia está sendo defendida pelo presidente Lula.
