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Canal Livre

Perguntas da Band deram o tom programático do debate, afirma Mitre

Diretor de jornalismo avalia que intervenções de repórteres evitaram esvaziamento de propostas e frearam ataques

2 min

18/10/2026 22:52 • Atualizado há 17 horas

O diretor de jornalismo da Band, Fernando Mitre, afirmou no programa Canal Livre deste domingo (18) que as quatro perguntas formuladas pelos jornalistas do Grupo Bandeirantes foram as responsáveis por garantir conteúdo programático ao debate presidencial do segundo turno. Para o jornalista, o confronto entre os concorrentes foi marcado por um duelo de rejeições e por um déficit de ideias.

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A análise ocorreu logo após a transmissão do encontro entre os candidatos, realizado a uma semana da votação. O comentarista destacou que a troca de agressões diretas no primeiro bloco confirmou a estratégia mútua de elevar a rejeição do adversário.

Vazio de propostas e intervenção da imprensa

Para Fernando Mitre, o debate refletiu duas características centrais observadas ao longo de toda a campanha: a busca pelo desgaste do oponente e a ausência de projetos consistentes para o país. Segundo o analista, o embate não apresentou elementos propositivos fora das rodadas temáticas formuladas pelos mediadores.

"O primeiro bloco mostrou claramente aquele ataque cruzado, que é uma ofensiva para aumentar a rejeição do outro. Você não tem, ao longo desse debate, nada além desse tipo de agressão. Mas tem um detalhe aí importante: a parte programática do debate ficou por conta dos jornalistas. As quatro perguntas da Band foi que deram o tom programático do debate."

O jornalista ressaltou que debates contemporâneos não podem ficar restritos exclusivamente à condução e às vontades dos próprios candidatos, sob pena de total desidratação de temas de interesse público.

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Modelo com banco de tempo e perguntas

Ao analisar o formato adotado na transmissão, Mitre considerou que a combinação de modelos evitou a degeneração do confronto. A produção uniu o sistema de banco de tempo corrido no bloco inicial com a dinâmica clássica de pergunta, resposta, réplica e tréplica.

Conforme aponta o especialista, a presença do segundo modelo ajudou a dar ordem e equilíbrio às quase duas horas de programa no estúdio. Na visão do diretor de jornalismo, a continuidade exclusiva do tempo corrido impediria que o debate transcorresse com estabilidade até o final.

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