9 em 10 brasileiros não se arrependem de voto em Lula ou Bolsonaro em 2022

Levantamento mostra fidelidade semelhante entre eleitores de Lula e Bolsonaro a sete meses da disputa de 2026

Da redação com Estadão Conteúdo
9 em 10 brasileiros não se arrependem de voto em Lula ou Bolsonaro em 2022
Lula e Bolsonaro
Renato Pizzutto/Band

A menos de sete meses das eleições presidenciais de 2026, 90% dos eleitores brasileiros afirmam não se arrepender do voto para presidente em 2022, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7), que avaliou a escolha por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com o instituto, apenas 10% dos entrevistados dizem ter se arrependido do voto registrado no último pleito. A pergunta foi feita de forma direta, sem distinção inicial entre os candidatos, para medir o grau de satisfação geral com a decisão tomada há quatro anos.

Quando o Datafolha separa as respostas por candidato, o cenário se mantém estável. Entre os eleitores de Lula, 89% afirmam que não se arrependem, 11% dizem que se arrependeram e 1% não soube responder. Entre os que votaram em Bolsonaro, 91% declaram não ter arrependimento, 8% se dizem arrependidos e 1% não respondeu.

No segundo turno de 2022, Lula venceu Bolsonaro em uma disputa apertada, com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% do então presidente. O equilíbrio na divisão do eleitorado se reflete, agora, no alto índice de fidelidade declarado pelos dois grupos.

Como foi feita a pesquisa

O Datafolha entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03715/2026, requisito obrigatório para pesquisas de intenção de voto e de avaliação de cenários eleitorais em período pré-eleitoral.

Cenário para a eleição presidencial de 2026

No pleito deste ano, Lula pretende disputar a reeleição e busca um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Do outro lado, o principal nome da oposição deve ser o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, que já se lançou como pré-candidato ao Planalto.

Jair Bolsonaro não pode concorrer porque o TSE o declarou inelegível por oito anos. A decisão entendeu que ele cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao reunir embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022, para colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.

Com um alto índice de eleitores que mantêm o voto de 2022, o desafio das campanhas em 2026 tende a ser conquistar indecisos e eleitores que migraram de candidato ou declararam arrependimento, em um ambiente ainda marcado pela polarização entre lulismo e bolsonarismo.

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