Renan Santos cita impeachment de Dilma e projeta Brasil como potência
Candidato do Missão à Presidência usa considerações finais em debate na Band para criticar governos anteriores e defender plano de liderança global

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, relembrou sua atuação nas manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e defendeu um projeto de desenvolvimento para colocar o Brasil entre as cinco maiores potências mundiais. A declaração foi feita durante as considerações finais do debate presidencial promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação na noite deste domingo (23).
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Em seu pronunciamento de encerramento, o político afirmou que o país vivenciou um período de mobilização popular há dez anos, impulsionado pelo apoio de parcelas da sociedade à Operação Lava Jato.
Ao apresentar suas diretrizes para a política externa e o desenvolvimento produtivo, o postulante afirmou que o Brasil tem capacidade geopolítica para negociar em pé de igualdade com potências como Estados Unidos, China, Rússia e Índia. Renan Santos destacou áreas estratégicas para a inserção econômica do país, apontando a exploração de terras raras, a inovação em tecnologia e o avanço da inteligência artificial como motores de transformação.
De acordo com o candidato, o planejamento econômico precisa superar a dependência do fornecimento de matérias-primas básicas e focar no fortalecimento da indústria de transformação, incentivando a criação de marcas nacionais competitivas internacionalmente.
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No âmbito do equilíbrio regional, o representante do Missão defendeu investimentos prioritários na infraestrutura logística do Centro-Oeste para escoar a produção agropecuária e na expansão econômica sustentável do Nordeste.
Chegada dos candidatos à sede da Band
Os candidatos à Presidência começaram a chegar na sede da Band a partir das 18h. Renan Santos (Missão) foi o primeiro, e fez críticas às ausências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O postulante também exibiu fraldas com os nomes dos dois adversários.
O segundo candidato que chegou à emissora foi o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também citou as ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Infelizmente dois fujões não estão presentes”, disse Caiado.
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Já Augusto Cury (Avante) fez um protesto pela ausência dos candidatos, e anunciou que não participaria do evento. No fim, Cury voltou atrás em sua decisão e optou por participar do debate.
Regras do debate
Os candidatos podem caminhar pelo estúdio e gerenciar o próprio tempo sob o controle de um cronômetro na tela. Aqueles que optaram por não comparecer são representados no palco por uma cadeira e um púlpito vazio.
- 1º Bloco: Início com perguntas dos mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oineg (respostas de 2 minutos por candidato). Em seguida, primeiro confronto direto: quem perguntou tinha 1 minuto; quem respondeu administrou um banco de 4 minutos entre a resposta e a tréplica; e o autor da pergunta tinha 1 minuto para réplica. Cada candidato só pôde ser escolhido para responder uma vez nesta rodada.
- 2º Bloco: Momento para perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes. O candidato sorteado para responder tinha 4 minutos para dividir entre resposta e réplica. Outro candidato foi escolhido para comentar a fala em 1 minuto.
- 3º Bloco: O modelo de confronto direto do primeiro bloco (perguntas de 1 minuto, respostas de 4 minutos e réplicas de 1 minuto) foi repetido. Por fim, considerações finais com 1 minuto e meio para cada candidato.
Os candidatos têm direito de resposta a ofensas de cunho pessoal ou moral, que serão avaliadas em tempo real por uma comissão jurídica e jornalística da emissora. Caso o pedido seja aceito, o candidato ofendido ganha 1 minuto exclusivo para se posicionar no mesmo bloco.
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Quando será o próximo debate eleitoral?
- 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
- 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
- 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
