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Renan Santos propõe Estado de Defesa e superpresídios para combater o crime

Candidato do Missão à Presidência defende intervenção federal em estados e critica ausência de adversários no primeiro encontro do setor

4 min

23/08/2026 20:12 • Atualizado há 62 dias

Renan Santos propõe Estado de Defesa e superpresídios para combater o crime

O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, defendeu a decretação de Estado de Defesa e a criação de superpresídios integrados durante o debate realizado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação na noite deste domingo (23). Em sua fala voltada à segurança pública, o político apresentou plano de confronto direto às facções criminosas e criticou a ausência de adversários na transmissão.

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Logo no início de sua participação, o postulante classificou a falta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao encontro como um desrespeito aos eleitores e à emissora. Segundo Renan Santos, os dois líderes políticos evitam o confronto direto por receio de prestar esclarecimentos sobre escândalos de corrupção e investigações que envolvem seus nomes e familiares.

Após os ataques aos concorrentes, o candidato concentrou seu pronunciamento na apresentação de três eixos prioritários voltados para o combate à criminalidade organizada no país.

A primeira diretriz anunciada por Renan prevê o uso do instrumento constitucional do Estado de Defesa aliado a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em localidades dominadas pelo narcotráfico. A medida, de acordo com o candidato, permitirá a atuação conjunta das Forças Armadas, das polícias militares e civis e da Polícia Federal para desarticular estruturas do crime organizado em áreas de risco.

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Como segundo pilar, o representante do Missão propôs a construção de unidades prisionais de segurança máxima. O projeto prevê a abertura de 300 mil a 500 mil vagas no sistema penitenciário nacional.

Além da ampliação física das penitenciárias, o candidato afirmou que pretende encerrar a divisão de detentos por facções no interior dos estabelecimentos. Na visão de Renan Santos, o isolamento atual fortalece os grupos criminosos, razão pela qual todos os integrantes de facções devem cumprir pena no mesmo espaço prisional.

A terceira proposta apresentada foca a integração das políticas de segurança entre o governo federal e as unidades da federação. Renan Santos declarou que a União atuará de forma incisiva sobre governos estaduais que não adotarem medidas enérgicas de combate à criminalidade.

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Durante a explanação, o candidato citou nominalmente as administrações do Ceará e da Bahia como exemplos de gestões que, segundo ele, falham na proteção da população e apresentam índices desfavoráveis de violência.

Chegada dos candidatos à sede da Band

Os candidatos à Presidência começaram a chegar na sede da Band a partir das 18h. Renan Santos (Missão) foi o primeiro, e fez críticas às ausências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O postulante também exibiu fraldas com os nomes dos dois adversários.

O segundo candidato que chegou à emissora foi o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também citou as ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Infelizmente dois fujões não estão presentes”, disse Caiado.

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Já Augusto Cury (Avante) fez um protesto pela ausência dos candidatos, e anunciou que não participaria do evento. No fim, Cury voltou atrás em sua decisão e optou por participar do debate.

Regras do debate

Os candidatos podem caminhar pelo estúdio e gerenciar o próprio tempo sob o controle de um cronômetro na tela. Aqueles que optaram por não comparecer são representados no palco por uma cadeira e um púlpito vazio.

  • 1º Bloco: Início com perguntas dos mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oineg (respostas de 2 minutos por candidato). Em seguida, primeiro confronto direto: quem perguntou tinha 1 minuto; quem respondeu administrou um banco de 4 minutos entre a resposta e a tréplica; e o autor da pergunta tinha 1 minuto para réplica. Cada candidato só pôde ser escolhido para responder uma vez nesta rodada.
  • 2º Bloco: Momento para perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes. O candidato sorteado para responder tinha 4 minutos para dividir entre resposta e réplica. Outro candidato foi escolhido para comentar a fala em 1 minuto.
  • 3º Bloco: O modelo de confronto direto do primeiro bloco (perguntas de 1 minuto, respostas de 4 minutos e réplicas de 1 minuto) foi repetido. Por fim, considerações finais com 1 minuto e meio para cada candidato.

Os candidatos têm direito de resposta a ofensas de cunho pessoal ou moral, que serão avaliadas em tempo real por uma comissão jurídica e jornalística da emissora. Caso o pedido seja aceito, o candidato ofendido ganha 1 minuto exclusivo para se posicionar no mesmo bloco.

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Quando será o próximo debate eleitoral?

  • 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
  • 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
  • 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.