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Renan Santos se diz contra o fim da escala 6x1 e propõe reforma trabalhista

Candidato do Missão critica governo Lula e sugere contratação por hora no Brasil

4 min

23/08/2026 21:15 • Atualizado há 62 dias

Renan Santos se diz contra o fim da escala 6x1 e propõe reforma trabalhista

Durante participação no debate presidencial promovido pelo Grupo Bandeirantes neste domingo (23), o candidato do partido Missão, Renan Santos, posicionou-se contra a proposta de fim da escala de trabalho 6x1. O postulante afirmou que a medida defendida pelo governo Lula (PT) não funcionará e acusou a gestão atual de enganar o eleitorado com promessas inviáveis.

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O maior inimigo do trabalho disse que você vai trabalhar menos e vai ganhar mais. Este mesmo cara falou que você ia comer mais picanha. Esse mesmo cara, na maior tranquilidade, falou que ia taxar as blusinhas e os eletrônicos e você não ia pagar o preço. Você acredita? Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Mas ele propôs isso. Muita gente acreditou – Renan Santos.

O candidato também apelou aos eleitores para que não confiem em políticos que defendem o fim da jornada 6x1, apontando um cenário de crise econômica no país.

Não acredite nesses políticos que estão dizendo para você que você vai trabalhar menos e ganhar mais num país que até as Casas Bahia quebraram. Está todo mundo quebrando. Este é um cenário desesperador para o nosso país. Desesperador – Renan Santos.

Para conter o desemprego e facilitar novas contratações por parte do setor privado, Renan Santos apresentou suas propostas de reformas trabalhistas e de competitividade.

O que eu vou fazer, o que eu preciso tocar pra resolver a questão de emprego no Brasil é reformas de competitividade, alterar a lei trabalhista pra contratar ser mais fácil, pra você não precisar pagar tanto imposto na hora de receber o seu salário pro governo não ficar te roubando. Esta revolução que nós vamos fazer é uma reforma trabalhista que permita que você seja contratado por hora. Hoje todo mundo tá indo parar no MEI – Renan Santos.

Por fim, o representante do Missão defendeu o aumento da produtividade como caminho para elevar os salários dos trabalhadores brasileiros.

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Muita gente está passando por burnout, que está trabalhando muito, mas eu acho que a pessoa vai sofrer muito mais se ela não tiver comida na mesa por não ter trabalho, que é o que vai acontecer com muitas empresas que vão fechar, muitos empregos vão desaparecer. Não é que eu quero que vocês trabalhem muito, eu quero aumentar a produtividade da economia brasileira para que você possa ganhar mais por hora e você faça esse cálculo. Eu quero que sobre dinheiro para você no fim do mês – Renan Santos.

Chegada dos candidatos à sede da Band

Os candidatos à Presidência começaram a chegar na sede da Band a partir das 18h. Renan Santos (Missão) foi o primeiro, e fez críticas às ausências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O postulante também exibiu fraldas com os nomes dos dois adversários.

O segundo candidato que chegou à emissora foi o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também citou as ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Infelizmente dois fujões não estão presentes”, disse Caiado.

Já Augusto Cury (Avante) fez um protesto pela ausência dos candidatos, e anunciou que não participaria do evento. No fim, Cury voltou atrás em sua decisão e optou por participar do debate.

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Regras do debate

Os candidatos podem caminhar pelo estúdio e gerenciar o próprio tempo sob o controle de um cronômetro na tela. Aqueles que optaram por não comparecer são representados no palco por uma cadeira e um púlpito vazio.

  • 1º Bloco: Início com perguntas dos mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oineg (respostas de 2 minutos por candidato). Em seguida, primeiro confronto direto: quem perguntou tinha 1 minuto; quem respondeu administrou um banco de 4 minutos entre a resposta e a tréplica; e o autor da pergunta tinha 1 minuto para réplica. Cada candidato só pôde ser escolhido para responder uma vez nesta rodada.
  • 2º Bloco: Momento para perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes. O candidato sorteado para responder tinha 4 minutos para dividir entre resposta e réplica. Outro candidato foi escolhido para comentar a fala em 1 minuto.
  • 3º Bloco: O modelo de confronto direto do primeiro bloco (perguntas de 1 minuto, respostas de 4 minutos e réplicas de 1 minuto) foi repetido. Por fim, considerações finais com 1 minuto e meio para cada candidato.

Os candidatos têm direito de resposta a ofensas de cunho pessoal ou moral, que serão avaliadas em tempo real por uma comissão jurídica e jornalística da emissora. Caso o pedido seja aceito, o candidato ofendido ganha 1 minuto exclusivo para se posicionar no mesmo bloco.

Quando será o próximo debate eleitoral?

  • 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
  • 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
  • 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
Renan Santos se diz contra o fim da escala 6x1 e propõe reforma trabalhista