Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, afirmou que o programa Tabela SUS Paulista só foi possível porque foi “recuperado o dinheiro da saúde que foi cortado pelo governo anterior”.
A declaração foi feita durante o debate do Grupo Bandeirantes, realizado neste domingo (9), nos estúdios da emissora na Zona Sul de São Paulo.
“A tabela SUS paulista, ela só foi possível porque foi recuperado o dinheiro da saúde que foi cortado pelo governo anterior. Nós recuperamos o piso nacional da saúde, piso de dinheiro, o orçamento da saúde. E distribuímos, na forma da comissão tripartite, que o Sistema Único de Saúde congrega, para todos os estados da federação e para o Distrito Federal. Todo mundo recebeu o recurso. São Paulo também recebeu, porque a gente não faz distinção”, afirmou Haddad.
“São Paulo fez a tabela SUS paulista e conseguiu incrementar, segundo dados apurados no Ministério da Saúde e no Tribunal de Contas da União. 32% o atendimento de cirurgias eletivas, 10% abaixo da média nacional, que foi de 42%. Ou seja, cada governador usou uma estratégia para acelerar a fila pós-pandemia. Colocamos R$ 100 bi a mais no Ministério da Saúde. Parte disso foi para os governos estaduais. A estratégia aqui, por mais meritória que seja de fortalecer as Santas Casas, resultou não resultou numa aceleração de fila aquém da média nacional, segundo documentos oficiais”, destacou.
Tarcísio de Freitas afirmou que percebeu o problema sério na saúde de São Paulo, sobretudo na filantropia. “Chegamos e encontramos um estado de calamidade, nós tínhamos 8 mil leitos fechados. E como a tabela SUS vem congelada há muitos anos, a gente tem o seguinte problema. Quanto mais procedimento a gente faz, mais prejuízo às Santas Casas têm. Invariavelmente, elas ficam endividadas ou elas fecham o leito ou elas mudam a relação SUS-Convênio. E a gente resolveu dar uma solução, uma solução tesouro para resolver esse problema”.
“E qual foi a solução? A partir da desvinculação de receitas, criamos a tabela SUS-Paulista, onde a gente paga três, quatro, cinco vezes o que o SUS paga num procedimento. Aquele parto, que é R$ 440, a gente aqui em São Paulo paga quase R$ 2.300. Um leito de UTI que o SUS paga R$ 700, aqui em São Paulo a gente paga praticamente R$ 2.100. Aquela cirurgia de vesícula que o SUS paga R $ 990, aqui em São Paulo a gente paga R$ 4 mil. Equilibramos as contas e com isso”, afirmou.
Fernando Haddad rebateu dizendo que Tarcísio de Freitas estava colocando na conta da “desvinculação o dinheiro que foi colocado na saúde”. “Isso não é verdade. Você desvinculou dinheiro da educação para colocar os aposentados na conta. Foi isso que você fez. Você autorizou mandar para a saúde, mas o que você foi colocar os aposentados da educação na conta da educação.
“Por isso que você desvinculou de 30% para 25%. 62% da tabela SUS é dinheiro federal. Então, você nega a participação do governo federal na favela do Moinha. Você nega a participação do governo federal no trem Intercidades, na linha 6, no túnel Santos-Guarujá. Você nega a participação do governo federal na redução da dívida de São Paulo. R$ 1 bilhão, que você está deixando de pagar de juros por causa de uma decisão do presidente da República, a quem você tem vergonha de agradecer publicamente e de confessar que fez”, finalizou.
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