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Tarcísio e Haddad discutiram privatizações durante debate; veja como foi

Candidatos ao governo de SP divergem sobre venda da Sabesp, CPTM e obras hídricas

Da redação
DA REDAÇÃO

10/08/2026 • 16:00 • Atualizado em 10/08/2026 • 16:00

A concessão de ativos públicos e as políticas de sustentabilidade foram debatidos entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidatos ao governo de São Paulo, no encontro promovido pela Band na noite deste domingo (9).

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O bloco foi marcado por embates sobre Sabesp, CPTM e mudanças climáticas.

O que cada candidato disse sobre a Sabesp e a CPTM

Ao tratar da desestatização, Haddad afirmou que uma onda privatista tomou conta da administração paulista sob Tarcísio. O ex-prefeito reforçou que não se opõe ao setor privado, mas criticou o ritmo e o formato das operações de venda de ativos.

Só para deixar claro que não é contra o setor privado. Mas tem uma onda privatista que tomou São Paulo, que tudo está sendo vendido – Haddad.

Como exemplo, ele citou a venda da Sabesp, companhia estadual de água e esgoto, afirmando que a operação ocorreu com deságio e pouca concorrência. Segundo o petista, “a Sabesp foi vendida a 20% abaixo do valor para um único concorrente da licitação”.

Haddad também direcionou críticas à CPTM, classificando o serviço de trens metropolitanos como “um inferno” e lembrando o episódio recente em que uma composição pegou fogo na capital paulista para ilustrar falhas de manutenção e gestão no transporte de passageiros.

Universalização do saneamento e a concessão de serviços em debate

Tarcísio respondeu que as privatizações e concessões são instrumentos para destravar investimentos e que não seguem, na sua avaliação, um viés ideológico.

O governador afirmou que recorre a esse modelo para garantir recursos e acelerar obras em áreas essenciais.

A gente não faz privatização, Haddad, por fazer. A gente faz a privatização, às vezes, por necessidade – Tarcísio.

Para justificar seu modelo, Tarcísio apontou que a universalização do saneamento depende da atração de capital privado.

Ele citou a Baixada Santista, onde, conforme destacou, estão previstos investimentos de R$ 8,5 bilhões para ampliar e modernizar redes de água e esgoto.

Em resposta às críticas sobre a rede ferroviária, o governador argumentou que herdou uma infraestrutura com problemas acumulados e anunciou que R$ 14 bilhões serão destinados à modernização dos trilhos, com o objetivo de reduzir falhas e oferecer transporte mais seguro e confortável à população.

Na visão de Haddad, porém, a venda de empresas estratégicas como Sabesp e a ampliação de concessões no transporte reduzem o controle do estado sobre serviços básicos e podem comprometer o planejamento de longo prazo em saneamento e mobilidade.

Mudanças climáticas, queimadas e as grandes obras de resiliência hídrica

Além da disputa sobre privatizações, o bloco abordou diretamente a crise climática. Haddad acusou o grupo político de Tarcísio de negar a gravidade das mudanças do clima e relacionou essa postura a falhas na preparação de São Paulo para enfrentar desastres naturais.

“Outra coisa que vocês negam é a mudança climática. Você não tem um plano hídrico à altura de São Paulo. São Paulo viveu incêndios em 2024 como nunca”, afirmou o petista.

Haddad ainda disse que o governo não apresentou até agora um plano hídrico robusto, com medidas estruturais para proteger mananciais, combater incêndios e reduzir impactos de eventos extremos.

Tarcísio contestou a acusação de negacionismo e listou obras de resiliência hídrica executadas em sua gestão. Ele citou projetos no interior e na capital voltados tanto à garantia de abastecimento quanto ao controle de enchentes.

“Na barragem Pedreira, nós estamos investindo mais de R$ 1 bilhão para reservar 85 bilhões de litros para não faltar água para as pessoas de Campinas”, disse o governador.

O candidato à reeleição também enfatizou a construção de novos reservatórios para contenção de cheias na Região Metropolitana. Tarcísio mencionou piscinões como os Jaboticabal 08 e 09 e os de Perus, além de outras intervenções, e afirmou que essas obras buscam proteger a cidade e o estado de episódios recorrentes de enchentes.

Quando é próximo debate da Band

O próximo debate da Band será entre os presidenciáveis e está marcado para 23 de agosto, domingo, às 20h (de Brasília), com transmissão da Rede Bandeirantes em conjunto com a TV Cultura, a TV Gazeta e a Jovem Pan.

Em caso de segundo turno, os encontros estão previstos para 7 a 18 de outubro.

Quando será o próximo debate eleitoral?

O próximo debate será com os candidatos à Presidência da República na Band e está marcado para o dia 23 de agosto, também às 20h.

  • 23 de agosto: Debate da Band, em conjunto com a TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan;
  • 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
  • 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
  • 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.

Quando é o próximo debate para governadores de SP

Após se enfrentarem no debate da Band deste domingo (9), os candidatos ao governo de São Paulo já possuem novos compromissos agendados para a campanha no primeiro turno:

  • 18 de setembro: Consórcio Momento da Decisão (CNN Brasil, SBT, Veja, entre outros)
  • 21 de setembro: Record
  • 29 de setembro: TV Globo