'Único adulto' no debate da Band, Caiado mostrou pouco, avalia Thaís Dias
O programa Band Eleições desta segunda-feira avaliou o desempenho dos candidatos em debate

O desempenho do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) no Debate da Band dividiu os especialistas durante o programa Band Eleições da noite desta segunda-feira (24). A jornalista Thaís Dias apontou que a participação dele ficou aquém do esperado considerando que ele era o candidato mais experiente.
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Ouvi uma frase que adorei… de que Caiado era o 'único adulto' no debate. Os outros candidatos estavam se apresentando, então a gente esperava que ele brilhasse diante da falta de experiência do Renan e do próprio Augusto Curi. Eu esperava, politicamente, que ele ganhasse destaque, mas acho que faltou. --Thaís Dias
Além da Thaís, o programa dessa segunda reuniu também o cientista político Fernando Schüller e os jornalistas Adriana Araújo, Fernando Mitre e Marco Antonio Sabino. Esse último ainda completou a análise da jornalista Thaís Dias: “Caiado não acertou o discurso ainda. Ele não pegou na veia ainda”.
Eles analisaram o desempenho de Ronaldo Caiado, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), mas também as ausências de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fllávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), que optaram por não participar do evento.
Apesar da análise negativa sobre Caiado, o cientista político Fernando Schüller trouxe uma perspectiva distinta sobre a eficácia da postura do político. Uma pesquisa de Focus Group realizada pelo Estadão, com uma amostragem de 12 espectadores selecionados para representar a opinião pública, revelou um resultado altamente favorável a Caiado.
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Nessa sala de avaliação, o candidato foi classificado como o "menos ruim", registrando a maior aprovação e recebendo o maior número de cartões azuis entre os participantes, afirmou Schüller.
Essa divergência de percepções ilustra uma decisão tática clara: a opção de Caiado por "ganhar por pontos", em vez de buscar um "nocaute" performático. Ao longo do debate, ele manteve a estabilidade, evitou as tentações de "lacrar" nas redes e não saiu da linha. Essa postura moderada e consistente foi desenhada para dialogar com o eleitor comum e moderado, que está distante da polarização virtual.
Por fim, o cenário expõe o abismo existente entre a chamada "democracia digital" e a maioria silenciosa do eleitorado real, afirmam os especialistas. Enquanto a militância barulhenta e os torcedores políticos dominam amplamente as plataformas digitais --gerando distorções de percepção por serem ultra-majoritários nas redes--, na sociedade eles continuam sendo uma minoria.
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Para Fernando Mitre, o eleitor comum não consome debates como se fossem espetáculos de brigas. Assim, o candidato que vence sob a ótica puramente televisiva ou de entretenimento --por ser o mais irônico, agressivo ou que gera maior repercussão imediata-- não é necessariamente quem converte essa exposição em votos reais na urna.
