44% das denúncias de assédio eleitoral ocorreram entre turnos; SP lidera
O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.773 denúncias de assédio eleitoral no país em 2026. Desse total, 782 foram registradas entre o primeiro e o

MPT mantém canais abertos para denúncias de pressão sobre o voto no ambiente de trabalho
Luiz Roberto-20.ago.2026/TSE
O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.773 denúncias de assédio eleitoral no país em 2026. Desse total, 782 foram registradas entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, até as 17h desta sexta-feira (23), o equivalente a 44% dos casos contabilizados no ano.
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O segundo turno presidencial, marcado para este domingo (25), será disputado por Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). São Paulo lidera o número de denúncias, com 317 registros, seguido por Minas Gerais (200) e Rio de Janeiro (142).
Neste ano, o MPT firmou 51 termos de ajuste de conduta e ajuizou 39 ações civis públicas relacionadas ao tema. A Justiça concedeu 29 decisões liminares favoráveis ao órgão, enquanto outras sete aguardavam julgamento até as 17h desta sexta (23).
Para receber e apurar denúncias e garantir a liberdade de voto dos trabalhadores, o MPT fará plantão neste sábado (24) e domingo (25), das 8h às 18h. A Procuradoria-Geral do Trabalho, em Brasília, e as 24 Procuradorias Regionais do Trabalho estarão abertas durante o período.
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As denúncias podem ser feitas pelo site do Ministério Público do Trabalho, de forma anônima e sigilosa. A apuração de casos de assédio eleitoral integra a campanha "No meu voto mando eu", realizada em conjunto pelo MPT, Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ministério Público Federal (MPF).
A iniciativa orienta trabalhadores e empresas sobre os limites entre a livre manifestação política e o uso de relações hierárquicas no ambiente profissional para pressionar escolhas eleitorais.
