Abstenção passa de 1,7 milhão de eleitores no Paraná
Índice supera 20% dos aptos a votar e vira ponto de atenção para o segundo turno presidencial
Mais de 1,77 milhão de eleitores do Paraná não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições. O número representa mais de 20% das pessoas aptas a votar no estado.
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O índice ficou pouco abaixo da média nacional, de 21,79%, e foi superior à abstenção registrada nas eleições de 2022.
Entre os fatores que podem ter contribuído para as ausências está o mau tempo registrado no Paraná no dia da votação. Fortes chuvas atingiram diversas cidades e houve locais com problemas no fornecimento de energia e de conexão.
Mau tempo pode ter afetado participação
Para o especialista em Direito Eleitoral Waldir Félix Júnior, as condições enfrentadas por alguns municípios também podem ter dificultado as campanhas de mobilização dos eleitores nos últimos dias antes da eleição.
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“Muitas cidades do Paraná sofreram com tempestades e com perda de sinal de rede, sinal de internet, e isso faz com que campanhas de incentivo ao voto na reta final não cheguem a essas pessoas e essas pessoas não tenham o incentivo necessário para votar no domingo”, afirmou.
Apesar das condições climáticas, a abstenção eleitoral não é um fenômeno restrito a esta eleição e historicamente atinge uma parcela significativa do eleitorado.
Brasil teve 33,4 milhões de ausentes
No primeiro turno, 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas, segundo os dados citados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quem não votou no primeiro turno pode participar normalmente do segundo, desde que esteja com o título eleitoral regular.
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No Paraná, a votação do segundo turno será para a escolha do presidente da República.
Abstenção entra na estratégia para o segundo turno
A mobilização dos eleitores que não votaram no primeiro turno passa a ser um dos pontos de atenção das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência.
Na avaliação de Waldir Félix Júnior, uma das principais dúvidas é saber se as campanhas conseguirão trazer parte desses eleitores de volta às urnas.
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“A grande dificuldade na análise de diversos especialistas é conseguir descobrir se o Partido dos Trabalhadores conseguirá, de fato ou não, essa tão almejada bala de prata que desde o início da campanha e até mesmo na pré-campanha estava tentando conseguir”, afirmou.
O segundo turno será decisivo para definir quem comandará o país nos próximos quatro anos.
