Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
06horas
:
07min
:
19seg
Eleições

Amoêdo apoia Lula e cita medo de 'perpetuação de uma família' no poder

Fundador do Novo afirmou que fará oposição aos dois candidatos presidenciais, mas que Flávio sereia mais 'perigoso'

3 min

23/10/2026 17:11 • Atualizado há 1 dia

Amoêdo apoia Lula e cita medo de 'perpetuação de uma família' no poder

Divulgação

O empresário e fundador do Partido Novo, João Amoêdo, declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. "Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção", afirmou no X (antigo Twitter), na tarde desta sexta-feira (23).

Continua depois da publicidade

Ao analisar o quadro político desenhado no segundo turno, Amoêdo, que concorreu à Presidência em 2018, ressaltou que a escolha envolve perspectivas institucionais profundamente distintas. Na sua avaliação, o risco de uma consolidação do grupo político do senador no Executivo sobrepõe-se às divergências com o PT.

Lula, se eleito, fará seu último mandato, sem nenhum sucessor definido, tem um vice-presidente com comprovada experiência na gestão pública e, apesar de ter a oportunidade de indicar membros do STF, encontrará forte oposição no Senado. --João Amoêdo

Em contrapartida, ele alertou para a concentração de força política em caso de vitória do candidato do PL, destacando que ele "poderá se candidatar à reeleição, tem um vice-presidente desconhecido, terá uma Câmara e um Senado extremamente favoráveis e aliados comandando os principais estados brasileiros".

Diante dessa conjuntura, Amoêdo resumiu o dilema enfrentado pelo eleitorado que busca alternativas de poder: "São alternativas totalmente distintas para quem anseia por renovação em 2030 e teme a perpetuação de uma família no poder", afirmou o empresário.

Continua depois da publicidade

Críticas contundentes aos dois candidatos

A declaração de voto veio acompanhada de duras ressalvas a ambos os concorrentes. Sobre a gestão petista, Amoêdo sustentou que o atual presidente acumula equívocos na condução do país. Segundo ele, o atual presidente não promoveu o diálogo com quem pensa diferente, indicou amigos para o STF, insistiu na polarização, cercou-se de um núcleo despreparado e foi irresponsável com as contas públicas.

As restrições a Flávio Bolsonaro, no entanto, foram classificadas como ainda mais graves, apontando o candidato como sem "absolutamente nada que o credencie a governar o país" e destacando: falta postura, credibilidade e competência. Amoêdo ainda destacou casos em que Flávio Bolsonaro já foi suspeito destacando rachadinha, lavagem de dinheiro, proximidade com membros da milícia e com golpistas".

Frustração com a polarização

Ao refletir sobre o momento do país, Amoêdo externou descontentamento com a repetição do embate entre petismo e bolsonarismo e lamentou que a disputa presidencial tenha sido tomada por ataques e hostilidades, afirmando que "a urna, que deveria ser o momento para definirmos o futuro da nação, tornou-se, para muitos, um momento de expressão de raiva".

Continua depois da publicidade

A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação. Frustração pela nossa apatia em relação à política, em especial da nossa elite. Fomos incapazes de construir, nos últimos anos, uma alternativa decente e competitiva que nos tirasse dessa armadilha das últimas três eleições presidenciais. --João Amoêdo