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Analistas debatem sobre os impactos da taxa de abstenção nas eleições

Durante o Canal Livre, especialistas analisaram o mapa de abstenção divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o impacto das alianças na corrida pelo

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11/10/2026 07:00 • Atualizado há 14 dias

Analistas debatem sobre os impactos da taxa de abstenção nas eleições

Canal Livre analisa disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula no 2º turno

Reprodução/Band

Durante o Canal Livre, especialistas analisaram o mapa de abstenção divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o impacto das alianças na corrida pelo Palácio do Planalto. Segundo a especialista Deysi Cioccari, o presidente Lula enfrenta o desafio central de expandir seu eleitorado buscando aqueles que se abstiveram no primeiro turno.

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Contudo, estratégias focadas em ataques a adversários — como a Flávio Bolsonaro — servem para mobilizar a militância, mas não têm eficácia para conquistar o eleitor independente. O nó estratégico reside em equilibrar a mobilização da base com a moderação do discurso necessária para dialogar com o centro.

A disputa pelo afunilado eleitorado indeciso

A margem de manobra para a captação de novos votos é bastante reduzida nesta etapa final. O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo aponta que pesquisas recentes indicam que 94% dos eleitores já decidiram seu voto, restando apenas 6% de indecisos em disputa. Levantamentos qualitativos revelam que cerca de 50% desse grupo de indecisos demonstra uma atitude de desilusão "contra tudo e contra todos", enxergando culpa em ambos os lados e tornando o convencimento ao comparecimento uma tarefa árdua.

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Outro fator de risco para a participação eleitoral é a ausência de disputas de segundo turno para governadores e cargos proporcionais na maior parte do país. Sem a estrutura de palanques locais e o financiamento de campanhas estaduais para atrair os eleitores, a tendência é de um esvaziamento das urnas, a menos que a corrida presidencial se mostre extremamente acirrada na semana final.

Dinâmicas da abstenção e perfil socioeconômico

Em cenários de forte polarização e projeções pareadas (como 50% a 50%), o comparecimento tende a aumentar porque o eleitor se sente motivado a votar para evitar a eleição do adversário.

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No Brasil, a abstenção é sistêmica, concentrando-se em eleitores de baixa escolaridade, idosos acima de 70 anos, analfabetos e pessoas fora do seu domicílio eleitoral — incluidade a fatia de jovens que se deslocam para estudar ou trabalhar. Esse padrão de abstenção tende a trazer dificuldades adicionais para a candidatura de Lula, exigindo grande esforço de mobilização de público nas urnas.