Após encontro com Fachin, Marinho nega intenção de 'caça às bruxas' ao STF
Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro também negou intenção de promover um 'caça às bruxas' contra magistrados

Rosinei Coutinho/STF
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), defendeu reequilíbrio entre os Poderes e cobrou firmeza do Senado diante de eventuais exageros do Judiciário. A afirmação foi feita após encontro com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde desta terça-feira (6).
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Em conversa com jornalistas, logo após o encontro, Marinho afirmou que uma eventual vitória de seu grupo político buscará cumprir a Constituição e restaurar a independência institucional, afastando qualquer intenção de promover uma "caça às bruxas" contra magistrados.
Nós não temos espírito vindicativo, pelo contrário: nós queremos reconstruir o país, queremos normalizar a relação entre os Poderes, queremos que a separação seja de fato. Não é possível que a sociedade tenha a percepção de que o Judiciário é uma extensão do governo. Isso faz mal à democracia. Nós queremos imparcialidade, queremos respeito às instituições, às regras que são estabelecidas. --Rogério Marinho
Mudanças no Senado e interlocução com o STF
Apesar do tom apaziguador, o senador criticou a postura do Senado, classificando a Casa como "omissa" diante de mais de uma centena de pedidos de impeachment paralisados por decisão individual do presidente do Senado.
Para combater o corporativismo e impor limites institucionais, Marinho defendeu uma reforma regimental para que, mediante o apoio de 49 senadores, a abertura de processos por crime de responsabilidade contra ministros do STF seja enviada automaticamente à Procuradoria do Senado e instaurada sem a interferência discricionária da Presidência da Casa.
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Sobre a relação com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, o parlamentar declarou que ambos têm atuado com "claro viés político", razão pela qual optou por adiar novos contatos diretos até o encerramento do processo eleitoral.
Críticas à PEC da 6x1 e proposta de jornada flexível
Ao abordar a proposta de redução da jornada semanal de trabalho (PEC da escala 6x1), o coordenador da campanha de Flávio rotulou a iniciativa do governo como "oportunista e eleitoreira". Segundo Marinho, a tentativa de padronizar escalas desconsidera as particularidades de mais de 2.400 profissões cadastradas e pode inflacionar o custo de produtos e serviços, além de empurrar pequenas e médias empresas para a informalidade.
O senador comparou a proposta governamental a distribuir sapatos de tamanho único para pessoas com pés diferentes, destacando a inviabilidade da medida para regimes específicos como o modelo 12x36 e 14x21, em plataformas de petróleo e turnos da aviação comercial.
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Como alternativa, defendeu o debate sobre um projeto focado na jornada flexível e liberdade de trabalho, lamentando que o Senado tenha impedido o apensamento das duas matérias para uma análise conjunta.
Defesa de Jair Bolsonaro e nulidade de provas
No âmbito jurídico-eleitoral, Marinho saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sustentando que ele cumpre condenações e restrições injustas. O senador definiu a acusação de tentativa de golpe de Estado como um "crime impossível", argumentando que Bolsonaro estava no exterior durante os episódios de depredação em Brasília.
Por fim, o parlamentar destacou que os pedidos de revisão criminal apontam para uma clara quebra na cadeia de custódia das provas apresentadas nos processos. Marinho manifestou confiança de que as supostas irregularidades processuais serão corrigidas pela história e pelas instâncias judiciais no momento oportuno.
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Apuração no portal Band.com.br
O portal Band.com.br, com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disponibiliza os números detalhados da apuração do primeiro turno das Eleições 2026 pelo celular ou computador.
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