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Aprovação do governo Lula se mantém estável após investigações a Lulinha

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve índices estáveis de avaliação, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira e

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02/09/2026 11:49 • Atualizado há 53 dias

Aprovação do governo Lula se mantém estável após investigações a Lulinha

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve índices estáveis de avaliação, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira e encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. O levantamento nacional aponta que 48% dos entrevistados desaprovam a gestão, 45% aprovam e 7% não souberam responder, no primeiro estudo do instituto após o início oficial da campanha eleitoral.

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Reprovação segue à frente da aprovação

Na comparação com o levantamento anterior, de 14 de agosto, a diferença entre desaprovação e aprovação permanece dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No mês passado, 48% desaprovavam o governo e 46% aprovavam.

A pesquisa também mediu a avaliação do desempenho da administração. Para 37% dos entrevistados, o governo é negativo, enquanto 35% o consideram positivo. Outros 25% classificam a gestão como regular e 3% não opinaram.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, a Quaest registrou piora nos indicadores. A desaprovação ao governo nessa faixa etária subiu de 47% para 53%. Já a avaliação negativa passou de 35% para 42%, enquanto a positiva recuou de 32% para 27%, dentro da margem de erro específica de quatro pontos.

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Oscilações regionais no apoio a Lula

No recorte regional, o Nordeste, tradicional bastião de apoio a Lula, apresentou recuo. A parcela que avalia o governo como positivo caiu de 55% para 46%, no limite da margem de erro de quatro pontos para a região. No mesmo período, a avaliação negativa avançou de 20% para 26%.

Na região Sul, considerada reduto de oposição ao PT, a avaliação negativa do governo diminuiu, de 52% para 44%. Já no Centro-Oeste, o movimento foi inverso: a fatia dos que veem a gestão de Lula como negativa subiu de 32% para 42%. As margens de erro são de seis pontos no Sul e cinco no Centro-Oeste.

Na série histórica da Quaest, a desaprovação ao governo estava em 51% há um ano. A aprovação, por sua vez, variou de 46% para 48% entre agosto de 2025 e julho de 2026, oscilando dentro da margem de erro.

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PF apura suspeitas envolvendo filho do presidente

Os números foram colhidos após a abertura de três inquéritos da Polícia Federal para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís, filho do presidente. As apurações tratam de possível tráfico de influência na área da Saúde, eventual favorecimento na Dataprev e negócios supostamente ilegais em órgãos do governo.

A PF pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para aprofundar as investigações, após identificar, em apurações sobre desvios em aposentadorias do INSS, indícios de atuação conjunta de Fábio Luís com a lobista Roberta Luchsinger. A corporação também analisa um repasse da empresária a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

Em sabatina na TV Globo, Lula classificou as suspeitas que envolvem o filho como “ilações”. O presidente afirmou que Fábio Luís provará sua inocência e negou qualquer tentativa de blindagem por parte do governo, dizendo que todos devem responder às autoridades.

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Estrategia do Planalto e cenário eleitoral

Para conter desgastes e recuperar apoio em segmentos estratégicos, o Planalto aposta na aprovação de pautas prioritárias no Congresso. Na semana anterior ao levantamento, Lula se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que declarou apoio ao petista na disputa presidencial, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que conduziu a votação de medidas como o fim da escala 6x1.

Os resultados indicam que, apesar da estabilidade no quadro geral, o governo enfrenta desafios em faixas etárias e regiões específicas às vésperas da eleição, em um cenário de polarização e alta atenção ao noticiário político.

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