Augusto Cury diz querer 'revolucionar' educação e critica criança nas redes
Candidato à Presidência do Avante também falou em dar autonomia para professores

O escritor e candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) abordou suas propostas para a área da educação no início de sua participação no primeiro debate presidencial das Eleições 2026, exibido na Band neste domingo (23).
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"Quem não aprende matemática não desenvolve o raciocínio lógico. E, consequentemente, isso pode condená-los a vida toda a não ter gestão financeira e a debater ideias adequadamente", exemplificou Cury, afirmando que a educação deve desenvolver "a capacidade de desenvolver autonomia para serem líderes de si mesmos".
O candidato também afirmou que a área da educação "enfrenta o caos". Também fez referência ao aumento do tempo de crianças e adolescentes diante de telas e redes sociais como um dos motivos.
Nós precisamos revolucioná-la [a educação]. Os professores são cozinheiros do conhecimento que preparam alimento para uma plateia que não tem mais apetite. Devido ao quê? Devido à intoxicação digital e também devido a uma educação cartesiana e racionalista em que o professor, através da orientação do MEC, é cartesiano, um expositor seco e frio. --Augusto Cury
O candidato ainda afirmou se preocupar com a falta de inclusão de alunos neurodivergentes, ao mesmo tempo em que, argumentou, que alunos neurotípicos (ou seja, sem deficiências ou transtornos) "não desenvolvem solidariedade e empatia". Neste caminho, afirma que, caso eleito, treinará professores a desenvolver "um ecossistema emocional" e que os alunos serão "ensinados a desenvolver raciocínio lógico."
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Chegada dos candidatos à sede da Band
Os candidatos à Presidência começaram a chegar na sede da Band a partir das 18h. Renan Santos (Missão) foi o primeiro, e fez críticas às ausências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O postulante também exibiu fraldas com os nomes dos dois adversários.
O segundo candidato que chegou à emissora foi o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também citou as ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Infelizmente dois fujões não estão presentes”, disse Caiado.
Já Augusto Cury (Avante) fez um protesto pela ausência dos candidatos, e anunciou que não participaria do evento. No fim, Cury voltou atrás em sua decisão e optou por participar do debate.
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Regras do debate
Os candidatos podem caminhar pelo estúdio e gerenciar o próprio tempo sob o controle de um cronômetro na tela. Aqueles que optaram por não comparecer são representados no palco por uma cadeira e um púlpito vazio.
- 1º Bloco: Início com perguntas dos mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oineg (respostas de 2 minutos por candidato). Em seguida, primeiro confronto direto: quem perguntou tinha 1 minuto; quem respondeu administrou um banco de 4 minutos entre a resposta e a tréplica; e o autor da pergunta tinha 1 minuto para réplica. Cada candidato só pôde ser escolhido para responder uma vez nesta rodada.
- 2º Bloco: Momento para perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes. O candidato sorteado para responder tinha 4 minutos para dividir entre resposta e réplica. Outro candidato foi escolhido para comentar a fala em 1 minuto.
- 3º Bloco: O modelo de confronto direto do primeiro bloco (perguntas de 1 minuto, respostas de 4 minutos e réplicas de 1 minuto) foi repetido. Por fim, considerações finais com 1 minuto e meio para cada candidato.
Os candidatos têm direito de resposta a ofensas de cunho pessoal ou moral, que serão avaliadas em tempo real por uma comissão jurídica e jornalística da emissora. Caso o pedido seja aceito, o candidato ofendido ganha 1 minuto exclusivo para se posicionar no mesmo bloco.
Quando será o próximo debate eleitoral?
- 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
- 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
- 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
