Bispos parabenizam Lula e Alckmin por reeleição: 'Fortalecer a democracia'
CNBB divulgou carta de congratulações ao presidente e seu vice após conclusão das eleições no domingo (25)

Lula discursa com Geraldo Alckmin após reeleição
Brian Snyder/Reuters
A Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) enviou, nesta segunda-feira (26), uma carta em que parabeniza o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) pela reeleição após o fim do segundo turno no último domingo (25).
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Os bispos brasileiros também reafirmam "a importância do fortalecimento das instituições, do respeito à Constituição Federal, da promoção da paz social e do combate à corrupção e a toda forma de violência". Este posicionamento foi reforçado pela CNBB durante toda a campanha eleitoral, sem citar os nomes de Lula ou de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
"Desejamos que o novo mandato seja uma oportunidade para fortalecer a democracia, aproximar os brasileiros e renovar a esperança daqueles que mais necessitam de atenção e cuidado", diz o texto.
A conclusão do texto também cita Nossa Senhora da Aparecida, figura religiosa que também ganhou destaque durante parte da campanha presidencial.
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"Rogamos, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, que Deus conceda a Vossas Excelências sabedoria e discernimento no exercício de suas responsabilidades, para que suas decisões sejam sempre orientadas pela dignidade da pessoa humana e pelo verdadeiro bem do povo brasileiro."
Bispos pedem fim da polarização política
A conferência desejou que o quarto mandato do petista "seja marcado pela sabedoria, pelo espírito de serviço e pelo compromisso com o bem comum, fundamento de toda autêntica responsabilidade política".
A organização católica reafirmaram que o presidente deve sanar a forte polarização do país ao "cuidar da unidade" dos brasileiros e "reconstruir os caminhos do diálogo, da confiança e da convivência fraterna".
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A carta pede que o presidente reeleito tenha atenção prioritária às populações mais pobres e vulneráveis e que suas demandas devem orientar as decisões políticas e econômicas dos mandatários.
A CNBB também afirma respeitar a autonomia entre Igreja e Estado, reafirmando uma postura de diálogo institucional, citando promoção de justiça e dignidade humana e a responsabilidade de contribuir na "construção de uma sociedade mais justa e fraterna".
