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Eleições

Campanhas de Lula e Flávio entram em acordo sobre quebra de sigilo bancário

Candidatos concordaram com a abertura de dados, mas as equipes divergem sobre a documentação apresentada e os termos da autorização

2 min

22/10/2026 14:20 • Atualizado há 5 horas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegaram a um acordo, nesta quinta-feira (22), sobre a abertura de sigilos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a proposta feita por Lula durante o debate da Band no último domingo (18). Apesar da concordância dos dois candidatos, as campanhas passaram a divergir sobre a documentação apresentada e o cumprimento das condições estabelecidas.

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Os documentos foram encaminhados ao TSE, onde o ministro André Mendonça é responsável pela análise do caso. A formalização do acordo, porém, não significa que os dados serão divulgados imediatamente. A liberação depende da análise dos pedidos e do cumprimento dos procedimentos necessários.

A proposta ganhou força na reta final da disputa presidencial e passou a concentrar parte do embate entre os candidatos. Enquanto os dois lados defendem publicamente a abertura dos sigilos, as equipes trocam questionamentos sobre o conteúdo dos documentos e apontam divergências em relação ao que foi apresentado.

Como foi o acordo entre Lula e Flávio Bolsonaro?

A discussão começou durante o debate presidencial da Band, quando Lula propôs que os dois candidatos autorizassem a abertura de seus sigilos. A iniciativa foi incorporada à disputa eleitoral e levou as campanhas a negociar os termos para viabilizar a medida.

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Flávio Bolsonaro concordou com a proposta, mas apresentou condições para ampliar o alcance da abertura dos dados. A campanha de Lula também aceitou discutir os termos, permitindo que os dois lados formalizassem um entendimento sobre a iniciativa.

O acordo levou a questão ao TSE, responsável por analisar os documentos apresentados e os procedimentos necessários. A concordância dos candidatos representa um avanço na negociação, mas ainda é necessário esclarecer quais informações serão abrangidas e como ocorrerá a eventual divulgação.

Campanhas divergem sobre os documentos

Mesmo após o entendimento entre os candidatos, as equipes passaram a questionar a documentação apresentada. Os representantes dos dois lados apontaram divergências sobre os dados incluídos e sobre o cumprimento das condições negociadas.

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Pelo lado de Flávio Bolsonaro, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol participou da repercussão do caso. Na campanha de Lula, aliados como Camilo Santana defenderam a posição do presidente e se manifestaram sobre os termos da proposta.

A troca de acusações mostra que o acordo não encerrou o embate político em torno da quebra de sigilo. As campanhas ainda precisam esclarecer as divergências sobre os documentos, enquanto a análise no TSE deve definir os próximos passos para a execução da medida.