Campanha de Lula aciona TSE contra Meta e pede retirada de 255 perfis do Instagram
Coligação pede que a plataforma corrija as supostas irregularidades em até seis horas

REUTERS/Diego Herculano
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir que a Meta restabeleça o alcance de publicações eleitorais de Lula e de seus apoiadores. A representação também solicita a remoção de 255 perfis do Instagram suspeitos de operar de forma automatizada ou inautêntica e prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
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Na ação, encaminhada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a campanha acusa a empresa, dona do Facebook e do Instagram, de restringir a distribuição de conteúdos favoráveis a Lula, enquanto publicações ligadas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) teriam alcance ampliado. A coligação pede que a plataforma corrija as supostas irregularidades em até seis horas, sob pena de multa limitada inicialmente a R$ 5 milhões.
Entre os exemplos citados está o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Na petição, a campanha argumenta que há tratamento desigual na distribuição das publicações.
"O que a campanha leva à Justiça Eleitoral é a comprovação de que a entrega de conteúdos da plataforma é seletiva. De um lado, os conteúdos do candidato Luiz Inácio Lula da Silva e de seus apoiadores sofrem restrições de entrega sem qualquer justificativa ou transparência. Por outro lado, perfis que atuam como cabos eleitorais da candidatura adversária de Flávio Bolsonaro, a exemplo do deputado Nikolas Ferreira, recebem um alcance desproporcional e artificial", afirma a coligação.
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Em manifestação enviada ao TSE no início da semana, em resposta a outra acusação da campanha petista, a Meta contestou a suposta redução do alcance das publicações. Segundo a empresa, a alegação "não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos".
O presidente do TSE tem reunião com representantes da Meta na manhã desta quinta-feira (15) para tratar do caso. Em nota divulgada na quarta-feira (14), a empresa informou que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles.
Perfis suspeitos e Meta AI
A representação cita um relatório do Instituto Democracia em Xeque, segundo o qual a rede monitorada teria alcançado 58,6 milhões de visualizações e publicado conteúdos contra Lula, o PT e a primeira-dama, Janja da Silva. A coligação pede a remoção das contas apontadas e informações sobre os mecanismos utilizados pela empresa para identificar redes coordenadas.
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Outro ponto questionado é o funcionamento da Meta AI. De acordo com a campanha, testes indicaram diferenças no tratamento de solicitações relacionadas às duas candidaturas. Por isso, a coligação pede que a plataforma aplique os mesmos critérios eleitorais a todos os candidatos.
