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Campanha de Lula denuncia interferência e reunirá observadores de 12 países

A principal reclamação petista é em relação às big techs, principalmente a problemas relacionados à Meta

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14/10/2026 16:40 • Atualizado há 10 dias

Campanha de Lula denuncia interferência e reunirá observadores de 12 países

Lula em ato na Avenida Paulista

REUTERS/Amanda Perobelli

A coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição afirmou nesta quarta-feira (14) que fará uma reunião nesta quinta com observadores internacionais de 12 países para apresentar um relatório sobre interferência externa nas eleições e formalizará denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA).

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"Nós acabamos de fazer uma reunião com companheiras e companheiros de 12 países, de partidos, de entidades internacionais em defesa da democracia, para que a gente possa denunciar isso internacionalmente porque não podemos admitir essa interferência que está ocorrendo das big techs, principalmente da Meta, nessas eleições", disse o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana, que atua como coordenador da campanha de Lula.

"Está programa para amanhã, estamos convidando todos os observadores internacionais que estão credenciados junto ao TSE para uma reunião para que a gente possa mostrar todos esses indícios em um relatório que está sendo finalizado. É preciso que a gente denuncie. Estamos representando junto à Agência Nacional de Proteção de Dados e também a organizações internacionais, como a OEA, fazendo essa denúncia oficial. Nós sabemos o peso que tem as redes sociais numa eleição presidencial, principalmente uma eleição curta, de poucos dias que é o segundo turno", afirmou.

A principal reclamação petista é em relação às big techs. "Há todos os indícios de interferência externa nas eleições presidenciais neste ano", disse. "Estamos tomando várias medidas importantes na área judicial e pedindo para que o TSE tome as medidas cabíveis e as providências relacionadas a issso. Nós não podemos desequilibrar essas eleições, elas devem ser imparciais em relação a isso", disse Camilo.

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Entre as iniciativas da campanha está a criação de um site de contagem de denúncias. "Só na página oficial, nos últimos três dias, foram mais de 2.500 denúncias, de relatos estranhos", disse Camilo. O secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares, usou o exemplo de pleito de outros países que, segundo ele, tiveram interferências, como Nepal, Malásia, Madagascar, México, Colômbia, Honduras, Chile.

O coordenador da campanha petista exemplificou reclamações recentes que ocorreram na mobilização lulista nas redes sociais nos últimos dias. "Já fizemos uma nota mostrando tudo o que tem ocorrido, de estranho, indícios que têm interferido na campanha do presidente Lula, tanto de bloqueios de funcionamento, interrupções de visualizações. Por exemplo, agora, a IA da Meta, do WhatsApp, quando você coloca 'quero uma bandeira do Lula 13 ou do Flávio 22' aparece a do Flávio, mas não aparece a do Lula. Quando você faz uma busca pelo 'Exército do Lula' há uma recomendação para você entrar na 'Tropa do Flávio'", disse.

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