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Eleições

Como as urnas eletrônicas são preparadas para o segundo turno no exterior

Equipamentos permanecem nos países onde foram utilizados no primeiro turno e recebem novos dados com suporte do TRE-DF

3 min

24/10/2026 06:00 • Atualizado há 18 horas

Como as urnas eletrônicas são preparadas para o segundo turno no exterior

Como saber se o título de eleitor está regular para o segundo turno?

Reprodução

As urnas eletrônicas utilizadas por brasileiros que vivem no exterior passam por uma preparação específica para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25). Como o intervalo entre as votações não permite transportar os equipamentos de volta ao Brasil e reenviá-los aos países de destino, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) coordena os procedimentos remotamente, em conjunto com embaixadas e consulados.

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A operação envolve 918,9 mil eleitores aptos a votar fora do país. Diferentemente do que ocorre em território nacional, as urnas permanecem nos locais de votação entre os dois turnos, o que exige um planejamento antecipado para garantir que os equipamentos estejam prontos para a nova etapa.

Preparação começa antes do primeiro turno

O TRE-DF enviou as urnas ao exterior em setembro, acompanhadas de duas mídias de votação, uma destinada a cada turno. Os dispositivos armazenam os dados necessários para que os equipamentos apresentem as informações dos candidatos na tela.

Depois da definição dos concorrentes que avançaram para o segundo turno, os arquivos com os dados atualizados foram preparados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e encaminhados aos responsáveis no exterior.

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Servidores vinculados ao Ministério das Relações Exteriores recebem os arquivos, realizam a preparação das urnas e verificam o funcionamento dos componentes. Os testes incluem itens como tela, teclado e impressora, além da conferência das informações eleitorais exibidas pelo equipamento.

Urnas reservas podem substituir equipamentos danificados

A logística também prevê equipamentos de contingência para situações em que uma urna apresente falhas. Para o segundo turno, 15 unidades de reserva foram enviadas ao exterior, segundo informações do TRE-DF.

Os equipamentos poderão substituir parte das 29 urnas que apresentaram problemas ou danos durante o primeiro turno fora do Brasil. O transporte internacional é um dos desafios da operação, já que os aparelhos podem passar por diferentes aeroportos antes de chegar aos locais de votação.

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Segundo Andrey Bernardes, secretário de Tecnologia do TRE-DF, o suporte remoto permite preparar os equipamentos sem a necessidade de enviá-los novamente ao Brasil.

Abstenção no exterior supera 60%

Apesar do crescimento do eleitorado brasileiro residente em outros países, o comparecimento às urnas continua sendo um desafio. No primeiro turno de 2026, a abstenção no exterior foi de 62,69%, acima dos 56,24% registrados em 2022.

Dos eleitores aptos a votar fora do país neste ano, 341.766 compareceram às urnas no primeiro turno. A distância entre a residência dos brasileiros e os locais de votação está entre os fatores que dificultam a participação, de acordo com o secretário de Tecnologia do TRE-DF.

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No exterior, os brasileiros votam apenas para presidente e vice-presidente da República. O voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos. Quem não comparecer deve justificar a ausência à Justiça Eleitoral.