Coordenadora do núcleo econômico de Flávio propõe corte de gastos para conter juros
Daniella Marques foi entrevistada ao vivo no Brasil Urgente desta quarta-feira (14)
A redução de despesas públicas e a diminuição da estrutura de ministérios são apontadas pela equipe econômica da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) como a principal estratégia para forçar a queda da taxa de juros real no Brasil.
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Em entrevista exclusivo ao Brasil Urgente nesta quarta-feira (14), Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio, defendeu que a contenção rigorosa dos gastos estatais é o único meio sustentável de aliviar a pressão do crédito sobre famílias e empresas.
"Essa taxa de juros absurda que a gente paga hoje, ela faz o cidadão se endividar também. Não é absurdo, é a maior do mundo, maior do que a da Rússia que está em guerra há três anos. Então, isso é uma realidade, não é uma discussão política", disse.
O enxugamento da máquina pública e a fusão de pastas são medidas defendidas pela candidatura desde o início da corrida eleitoral. A meta anunciada por Flávio Bolsonaro é atingir um ajuste fiscal de cerca de R$ 250 bilhões, o equivalente a aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB).
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No entanto, o volume de cortes é recebido com ceticismo por economistas e analistas do mercado financeiro, que classificam a meta como pouco provável de ser cumprida sem atingir despesas obrigatórias e áreas sociais sensíveis, como saúde, educação e Previdência.
Daniella Marques argumentou que a expansão das despesas correntes e a criação de novas estruturas federais elevaram a dívida pública brasileira acima dos R$ 11 trilhões. Segundo a coordenadora, esse nível de endividamento do Estado força o mercado a exigir retornos mais altos para financiar o país, gerando um ciclo de juros elevados que travam o setor produtivo e já provocaram o encerramento das atividades de mais de 6 mil empresas.
Como saída para reverter o cenário e evitar uma recessão prolongada, a coordenadora defendeu a implementação imediata de reformas administrativas, com corte de cargos comissionados, redução de ministérios e maior controle sobre os custos das empresas estatais.
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Ao término da entrevista, o apresentador Joel Datena informou que, em cumprimento ao princípio de isonomia da cobertura jornalística, concederá o mesmo espaço na próxima sexta-feira a Dario Durigan, coordenador da área econômica da campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula e Flávio estarão frente a frente neste domingo (18), na tela da Band, para a realização do primeiro debate político do segundo turno.
