Eleições

Crise no STF não deve mudar eleição por que ‘os 2 lados estão enrolados’

Avaliação foi feito por jornalistas durante o programa Band Eleições desta segunda-feira

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08/09/2026 01:40 • Atualizado há 47 dias

Crise no STF não deve mudar eleição por que ‘os 2 lados estão enrolados’

O recente acirramento dos ânimos no Supremo Tribunal Federal (STF) completou uma semana sob os holofotes públicos sem expectativa de provocar grandes reviravoltas imediatas nas intenções de voto para a corrida presidencial. A avaliação é do jornalista Pedro Campos, durante o Band Eleições desta segunda-feira (7), ao analisar os reflexos políticos da queda do sigilo das investigações do caso Banco Master.

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Segundo análise, a paralisia nas oscilações das pesquisas de intenção de voto ocorre porque "todo mundo está enrolado de alguma forma" nessa crise. Assim, os eleitorados fiéis do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-senador Flávio Bolsonaro (PL) tendem a não abandonar seus respectivos barcos, uma vez que ambos os lados políticos devem explicações públicas associadas aos desdobramentos e às conexões com o escândalo.

O grupo de eleitores indecisos, estimado entre 6% e 8%, permanece estreito e de difícil captação pelas sondagens neste momento.

O avanço da preocupação com a corrupção

Embora as estruturas duras das campanhas permaneçam resilientes, os dados de opinião pública começam a registrar o desgaste institucional provocado pelo embate na Corte. O jornalista Fernando Mitre aponta que a fatia de eleitores que considera a corrupção como o principal problema do país saltou de 14% para 19% na última pesquisa.

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Apesar de a violência e a segurança pública continuarem no topo das preocupações dos brasileiros, com 31%, o crescimento de cinco pontos percentuais no tema da corrupção é um reflexo direto da exposição pública dos bastidores judiciais.

Clima de tensão e a terceira facada

Ainda que o eleitorado de polarização não tenha se movido de forma drástica, os bastidores de ambas as campanhas presidenciais vivem sob clima de tensão extrema, alimentado pelo receio de que novos fatos e gravações venham à tona a qualquer momento, avalia a jornalista Adriana Araújo.

Como estratégia de contenção de danos, o candidato Flávio Bolsonaro utilizou publicamente o termo "terceira facada". Segundo os jornalistas, essa declaração foi interpretada como uma tentativa de criar uma "vacina" política.

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Ao antecipar-se à existência de eventuais vídeos ou novas denúncias comprometedoras, a campanha de Flávio tenta blindá-lo preparando o eleitor para classificar qualquer futura revelação como um ataque coordenado para prejudicar e desestabilizar sua candidatura na disputa.

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