Deltan Dallagnol: da Lava Jato ao Senado pelo Paraná
Ex-procurador recebeu 2,9 milhões de votos e ainda aguarda decisão do Plenário do TSE sobre o registro
Deltan Dallagnol (NOVO) foi eleito nas urnas neste domingo (4) para uma das duas vagas do Paraná no Senado Federal. Com 99,92% das urnas apuradas, o ex-procurador da República somava 25,15% dos votos válidos, com 2.902.830 votos.
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Natural de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, Deltan Martinazzo Dallagnol nasceu em 15 de janeiro de 1980. Advogado, construiu a maior parte da carreira no Ministério Público Federal antes de entrar na política.
De procurador da República à Lava Jato
Deltan ingressou no Ministério Público Federal em 2003 e permaneceu como procurador da República até 2021. Também concluiu mestrado em Direito pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, entre 2012 e 2013.
Foi durante a Operação Lava Jato que ganhou projeção nacional. Deltan coordenou durante seis anos a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná responsável pelas investigações da operação em Curitiba. Ele deixou a equipe em 2020.
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Eleito deputado e mandato cassado
Depois de deixar o Ministério Público, Deltan entrou na política. Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Paraná pelo Podemos e tomou posse em fevereiro de 2023.
O mandato, porém, durou poucos meses. Em maio daquele ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou por unanimidade o registro da candidatura.
Na decisão, o TSE entendeu que Deltan antecipou a saída do Ministério Público em 2021 para evitar que eventuais processos administrativos disciplinares pudessem gerar inelegibilidade. A Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato em 6 de junho de 2023.
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Nova disputa judicial em 2026
A volta de Deltan às urnas nesta eleição também foi marcada por uma longa disputa na Justiça Eleitoral.
Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por quatro votos a três, havia autorizado o registro da candidatura ao Senado. A Procuradoria Regional Eleitoral também havia se manifestado favoravelmente ao registro.
Na noite de sábado (3), véspera da eleição, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, decidiu individualmente pelo indeferimento da candidatura e determinou que os votos atribuídos à chapa fossem considerados nulos.
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Horas depois, já na manhã deste domingo (4), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão até o julgamento do caso pelo Plenário.
Com isso, Deltan disputou a eleição com o registro na situação de “deferido com recurso”, e os votos foram processados normalmente. A validade definitiva permanece condicionada à decisão colegiada do TSE.
A decisão de Nunes Marques não resolveu o mérito sobre a inelegibilidade de Deltan. O próprio ministro deixou registrado que essa discussão deverá ser enfrentada pelo Plenário do tribunal.
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Quem são os suplentes de Deltan
A chapa de Deltan tem:
- 1º suplente: Professor Picler (PL)
- 2º suplente: Markenson Marques dos Santos (NOVO)
Os suplentes podem assumir a cadeira em caso de afastamento, licença ou vacância do titular durante o mandato.
Deltan e Filipe Barros ficam com as vagas
Com a apuração praticamente concluída, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol garantiram matematicamente as duas vagas do Paraná no Senado.
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Deltan inicia, portanto, uma nova etapa da trajetória política, desta vez eleito para um mandato de oito anos. A definição jurídica sobre seu registro, no entanto, ainda depende do julgamento do Plenário do TSE.
