Derrite defende maior repasse federal para SP: 'Precisa ser respeitada'
A tramitação e os impactos da reforma tributária no setor produtivo uniram Guilherme Derrite (PP) e Soninha Francine (Cidadania) em críticas ao texto aprovado

A tramitação e os impactos da reforma tributária no setor produtivo uniram Guilherme Derrite (PP) e Soninha Francine (Cidadania) em críticas ao texto aprovado pelo Congresso Nacional. Durante o debate ao Senado por São Paulo, promovido pela Band na noite desta quarta-feira (9), ambos defenderam que as novas regras passem por uma revisão legislativa, sustentando que a transição prevista até 2033 não eliminou a burocracia nem garantiu alívio na carga de impostos.
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Questionados sobre o risco de aumento de custos para as empresas durante o período de convivência entre o modelo antigo e o novo, os candidatos convergiram na necessidade de simplificação e rechaçaram conformismo com as falhas identificadas no texto constitucional.
Soninha aponta distorções e contesta espera
Ao avaliar a complexidade tributária, Soninha Francine destacou que o propósito central de qualquer alteração legislativa deveria ser a redução da carga e a simplificação da cobrança. A candidata lembrou que grandes empresas ainda precisam manter equipes inteiras dedicadas exclusivamente a cumprir obrigações fiscais e apontou que o texto aprovado manteve privilégios e alíquotas diferenciadas que prejudicam a equidade do sistema.
Soninha rebateu o argumento de que uma matéria que levou três décadas para ser aprovada não deveria ser reaberta tão cedo.
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A gente não precisa esperar mais 30 anos para corrigir problemas que nós fomos capazes de identificar agora. Fácil não é, mas para que se conformar com isso? --Soninha Francine
Derrite ataca juros, crise econômica e cobra pacto federativo
Na abertura da resposta, Guilherme Derrite afirmou que a prioridade de um senador deve ser proteger a economia paulista diante do cenário de endividamento corporativo, responsabilizando a condução do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB).
A reforma tributária tem que vir para reduzir impostos, para simplificar impostos. E graças ao governo do PT, que gasta muito mais do que arrecada, a taxa de juros está subindo, está lá na lua, juro real altíssimo. Crédito muito caro. E o estado de São Paulo, que sempre foi e vai continuar sendo a locomotiva do Brasil, deixa de crescer o quanto deveria. --Derrite
"Por isso que nós tivemos essa evasão gigantesca de empresas do nosso país [...] Portanto, eu defendo que essa reforma tributária que está aí posta seja revista no próximo governo."
Na réplica, Derrite ampliou o foco para a distribuição das receitas nacionais e cobrou a reformulação do pacto federativo, argumentando que os pagadores de impostos paulistas sustentam a União sem receber a contrapartida devida:
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O estado de São Paulo contribui com cerca de 37%, 38% dos recursos federativos, e retorna muito pouco. O pacto federativo precisa ser revisto. Essa reforma tributária precisa ser revista. E a proporcionalidade do Estado de São Paulo precisa ser respeitada. --Derrite
Chegada dos candidatos à sede da Band
Os candidatos ao senado de São Paulo convidados para o debate chegaram à sede do Grupo Bandeirantes, na Zona Sul da capital, pouco antes das 21h30. Guilherme Derrite (PP) foi o primeiro a chegar, e parabenizou a emissora pelo debate entre os candidatos e disse ser fundamental para os eleitores.
A candidata ao Senado pelo PSB, Simone Tebet, também falou sobre a importância do debate. "A Band mais uma vez inovando e abrindo espaço para o Senado Federal", disse.
O próximo a chegar foi Ricardo Salles, candidato pelo Novo. Ele falou sobre a expectativa para o encontro. "Debate é muito salutar, vamos discutir aqui assuntos que são relativos à representação de São Paulo", disse Salles.
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Na sequência, chegou a candidata Marina Silva (Rede). Ela destacou a importância do evento e disse que o encontro faz a diferença para os eleitores na hora da votação.
Quem são os sete candidatos convidados da noite
Seguindo critérios de representação política e acordos estabelecidos para a cobertura das Eleições 2026, sete nomes foram convidados para o debate ao Senado por São Paulo:
- André do Prado (PL): deputado estadual por São Paulo;
- Geraldo Rufino (Podemos): empresário e candidato ao Senado;
- Guilherme Derrite (PP): deputado federal e candidato ao Senado;
- Marina Silva (Rede): deputada federal por São Paulo e ex-ministra do Meio Ambiente;
- Ricardo Salles (Novo): deputado federal por São Paulo e ex-ministro do Meio Ambiente;
- Simone Tebet (PSB): ex-ministra do Planejamento e Orçamento e candidata ao Senado;
- Soninha Francine (Cidadania): jornalista e candidata ao Senado.
Onde assistir ao debate ao vivo e de graça na internet
Para assistir ao vivo, você tem as seguintes opções:
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- Acessar o site Band.com.br pelo navegador do celular;
- Assistir ao vivo pelo canal Band Jornalismo no YouTube;
- Ou utilizar o aplicativo Bandplay.
Em todas as opções, o sinal é aberto e não há cobrança de assinatura.
Como assistir ao debate ao vivo pelo celular
Para ter a transmissão na palma da mão com mais praticidade, a recomendação é usar o aplicativo Bandplay, disponível gratuitamente para celulares Android ou iOS. Veja como instalar e começar a usar:
- Abra a loja de aplicativos do seu celular: Google Play para aparelhos Android ou App Store para dispositivos iOS.
- Na barra de pesquisa, digite "Bandplay" e selecione o aplicativo oficial da Band para fazer o download gratuito.
- Depois de instalar, abra o app e faça um cadastro rápido e seguro, informando os dados solicitados para criar seu acesso.
- No dia do debate, a partir das 21h30, entre no Bandplay, selecione a opção de transmissão ao vivo e acompanhe o evento de qualquer lugar, diretamente pelo celular.
Regras e formato do debate
O debate terá duração de duas horas e contará com mediação do jornalista Marco Antonio Sabino. O formato prevê três blocos temáticos, desenhados para estimular o confronto de ideias e a exposição das principais propostas dos candidatos.
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Ao longo do programa, os participantes terão momentos de fala de três minutos e de comentário de dois minutos, em uma dinâmica de tempo autogerenciado no púlpito, que permite maior liberdade na organização dos argumentos.
No encerramento, cada candidato terá direito a 1 minuto e 30 segundos de fala final, espaço reservado para mensagens diretas ao eleitor e reforço de compromissos e prioridades.
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